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	<title>O Fato News</title>
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	<description>Notícias de João Monlevade e Médio Piracicaba</description>
	<lastBuildDate>Sun, 11 Oct 2026 01:27:23 +0000</lastBuildDate>
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	<title>O Fato News</title>
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		<title>Escala 6&#215;1: o que Lula e Flávio Bolsonaro defendem e o que pode mudar na sua vida em 2027?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elizeu Assis - Jornalista 0018323/MG]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Oct 2026 01:27:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[O Fato nas Eleições 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>SÉRIE ESPECIAL &#124; O FATO NAS ELEIÇÕES 2026 Lula defende trabalhar cinco dias, descansar dois e manter o salário. Flávio Bolsonaro apoia uma alternativa de contratos por hora, criticada como “escala 7&#215;0”. Mas o que essas diferenças significam para o trabalhador brasileiro? Caro leitor, imagine que você trabalhe no comércio de João Monlevade. Acorda cedo, [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading">SÉRIE ESPECIAL | O FATO NAS ELEIÇÕES 2026</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Lula defende trabalhar cinco dias, descansar dois e manter o salário. Flávio Bolsonaro apoia uma alternativa de contratos por hora, criticada como “escala 7&#215;0”. Mas o que essas diferenças significam para o trabalhador brasileiro?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Caro leitor, imagine que você trabalhe no comércio de João Monlevade. Acorda cedo, toma um café apressado, enfrenta o ônibus ou o trânsito e passa boa parte do dia no serviço. Quando chega em casa, já está cansado. Ainda assim, encontra roupa para lavar, contas para pagar e uma família que também precisa de sua atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No sábado, enquanto muita gente aproveita o fim de semana, você continua trabalhando. Finalmente chega o domingo. Mas, convenhamos, nem sempre um único dia é suficiente para descansar, cuidar da casa, visitar os parentes e preparar tudo para a segunda-feira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pois é justamente essa rotina que está em discussão no Congresso Nacional. A proposta de acabar com a escala 6&#215;1 pretende substituir os seis dias de trabalho e um de descanso por uma jornada de cinco dias de serviço e duas folgas semanais, sem reduzir o salário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Câmara dos Deputados já aprovou a mudança. Entretanto, a decisão ainda depende do Senado. E, como estamos em ano de eleição presidencial, a discussão também entrou na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De um lado, Lula defende reduzir a jornada máxima para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso e mantendo a remuneração. Do outro, Flávio Bolsonaro criticou a proposta governista e apoiou uma alternativa de contratos por hora, na qual o salário pode variar conforme a quantidade de horas contratadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que você, trabalhador, pode esperar de 2027 caso um ou outro seja eleito? Antes de responder, precisamos entender o que está sendo decidido.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Trabalhar seis dias e descansar apenas um: como funciona a regra atual?</h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="685" src="https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-6-1024x685.png" alt="" class="wp-image-4134" srcset="https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-6-1024x685.png 1024w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-6-300x201.png 300w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-6-768x514.png 768w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-6-1536x1028.png 1536w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-6.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A Constituição brasileira estabelece que a jornada normal de trabalho não deve ultrapassar oito horas diárias e 44 horas semanais. Também assegura o repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que uma empresa pode organizar a jornada em seis dias de trabalho e um de descanso, desde que respeite os limites legais. É a conhecida escala 6&#215;1, muito comum em supermercados, farmácias, restaurantes, hotéis e estabelecimentos comerciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez você conheça essa realidade de perto. Quem trabalha seis dias por semana sabe que a folga passa depressa. Mal dá tempo de descansar, e já é preciso pensar no próximo expediente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, vale esclarecer uma questão: nem todo trabalhador brasileiro está na escala 6&#215;1. Muitas empresas já adotam cinco dias de trabalho e dois de descanso. A mudança constitucional pretende estabelecer uma nova garantia geral para os trabalhadores abrangidos, com regras de transição e possíveis disposições específicas para determinadas atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate, portanto, não é apenas sobre diminuir quatro horas de serviço. É sobre mudar a maneira como o tempo de trabalho e o tempo de descanso são distribuídos na vida das pessoas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que Lula defende: trabalhar menos e continuar recebendo o mesmo salário</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Lula defende a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois de descanso. A proposta também garante que a diminuição da carga horária não provoque corte salarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos colocar isso em números, caro leitor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine que você receba R$ 2 mil por mês e trabalhe 44 horas semanais, distribuídas em seis dias. Pela proposta apoiada por Lula, passaria a trabalhar no máximo 40 horas, em cinco dias, mantendo os mesmos R$ 2 mil mensais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São quatro horas a menos por semana. Em 52 semanas, essa diferença corresponde a aproximadamente 208 horas. Naturalmente, esse cálculo é ilustrativo e não desconta férias ou feriados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora pense no que poderia fazer com esse tempo. Talvez acompanhar mais de perto os estudos dos filhos, visitar seus pais, frequentar um curso ou simplesmente descansar. Afinal, o descanso não deveria ser tratado como um privilégio reservado a quem pode pagar por ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo Lula argumenta que o aumento da produtividade e as transformações tecnológicas permitem discutir uma jornada menor. A proposta parte do entendimento de que o desenvolvimento econômico também deve produzir melhorias na qualidade de vida dos trabalhadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, há um detalhe importante. A eleição de um presidente, por si só, não altera a Constituição. Mesmo que Lula vença, a redução da jornada dependerá da conclusão do processo legislativo e da entrada em vigor das novas regras.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que Flávio Bolsonaro defende: contratos por hora e remuneração proporcional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Flávio Bolsonaro criticou a proposta apoiada pelo governo Lula e manifestou apoio a uma alternativa apresentada por parlamentares de seu campo político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa alternativa prevê maior utilização de contratos por hora trabalhada. Nesse modelo, o pagamento pode variar de acordo com a quantidade de horas contratadas, diferentemente da garantia de preservação do salário mensal prevista na PEC aprovada pela Câmara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Voltemos ao exemplo dos R$ 2 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você recebe esse valor por uma jornada de 44 horas semanais e passa a trabalhar 40 horas, mantendo o mesmo valor por hora, sua remuneração proporcional seria de aproximadamente R$ 1.818 mensais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença seria de cerca de R$ 182 por mês. Ao longo de 12 meses, seriam aproximadamente R$ 2.184, sem considerar reflexos sobre décimo terceiro salário e outros direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atenção, leitor: isso é uma simulação matemática. Não significa que a proposta determine automaticamente essa redução para todos os trabalhadores. O exemplo mostra o que pode acontecer quando o pagamento depende diretamente da quantidade de horas contratadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os defensores do modelo afirmam que ele oferece maior liberdade para combinar jornadas e pode facilitar contratações. Já os críticos argumentam que essa modalidade pode trazer insegurança financeira, sobretudo para quem depende de um salário mensal previsível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há, portanto, uma diferença concreta entre as duas propostas. Uma estabelece a redução da jornada sem corte salarial. A outra permite contratos em que a remuneração acompanha as horas trabalhadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é essa diferença que merece atenção de quem precisa fazer o salário durar até o fim do mês.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que a proposta apoiada por Flávio Bolsonaro recebeu o nome de “escala 7&#215;0”?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Você provavelmente já ouviu falar da chamada escala 7&#215;0. A expressão começou a circular nas redes sociais e no debate político depois que parlamentares governistas passaram a criticar a PEC 12/2026, apoiada por integrantes da oposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os críticos argumentam que a proposta não estabelece a mesma garantia de duas folgas semanais e permite uma distribuição mais flexível dos dias trabalhados. Por isso, passaram a chamá-la de “PEC da Escala 7&#215;0”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nome é uma crítica política. Não significa que o texto determine expressamente sete dias consecutivos de trabalho sem descanso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aliados de Flávio Bolsonaro rejeitam essa interpretação. O senador Rogério Marinho (PL-RN), um dos principais defensores da alternativa, afirmou que a proposta não pretende eliminar o repouso semanal remunerado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Convém, portanto, separar duas questões. A primeira é o que está efetivamente escrito nas propostas. A segunda é como os adversários políticos interpretam suas possíveis consequências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PEC aprovada pela Câmara estabelece dois dias de descanso e manutenção salarial. Já a alternativa apoiada por Flávio não assegura essas mesmas condições gerais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o trabalhador, essa distinção é mais importante do que o nome dado à proposta nas redes sociais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Congresso já aprovou o fim da escala 6&#215;1?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na Câmara dos Deputados, sim. Em 27 de maio de 2026, os deputados aprovaram a proposta em dois turnos. Na primeira votação, foram 472 votos favoráveis e 22 contrários. Na segunda, o placar foi de 461 a 19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PEC 221/2019 tem como primeiro autor o deputado mineiro Reginaldo Lopes (PT-MG). Também foi analisada em conjunto com a proposta da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que defendia uma jornada de 36 horas semanais. Após negociações, prevaleceu o texto de 40 horas, cinco dias de trabalho e dois de descanso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não guarde ainda a carteira de trabalho para comemorar a segunda folga, caro leitor. A Constituição não muda apenas porque a Câmara aprovou uma proposta. O Senado também precisa votar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto estabelece uma transição gradual, que começa com a redução da jornada máxima para 42 horas semanais e chega posteriormente às 40 horas. Os dois dias de descanso remunerado também estão previstos nessa transição, sem redução salarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a emenda não for promulgada e as novas regras não entrarem em vigor, a legislação atual continua valendo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E as empresas? O comércio vai precisar fechar aos sábados?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez você esteja pensando no supermercado do bairro, na padaria da esquina ou naquela farmácia que funciona até tarde. Se todos tiverem direito a duas folgas, quem vai atender aos clientes?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta é que o fim da escala 6&#215;1 não obriga o comércio a fechar aos sábados ou domingos. O que muda é a organização do trabalho de cada empregado. As empresas poderão manter suas atividades por meio de equipes e turnos, respeitando os limites legais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naturalmente, isso poderá exigir adaptações. Um supermercado que funciona todos os dias talvez precise reorganizar funcionários ou contratar mais pessoas. Uma pequena loja poderá enfrentar dificuldades maiores para distribuir os horários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse ponto que aparecem as críticas de empresários e parlamentares contrários à redução obrigatória. Eles argumentam que o aumento do custo por hora trabalhada pode pressionar preços, reduzir margens de lucro e dificultar contratações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os defensores da mudança respondem que trabalhadores mais descansados podem produzir melhor, adoecer menos e permanecer mais tempo no emprego. Também sustentam que a reorganização das escalas pode gerar novas vagas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem está certo sobre os efeitos econômicos? Não existe uma resposta única para todos os setores. Uma grande indústria, uma farmácia e uma pequena mercearia enfrentam realidades diferentes. Os resultados dependerão da produtividade, dos custos e da capacidade de adaptação de cada atividade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E em João Monlevade e no Médio Piracicaba, o que poderá mudar?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui, caro leitor, a discussão deixa Brasília e chega às ruas de João Monlevade, Itabira, São Gonçalo do Rio Abaixo, Rio Piracicaba e demais municípios da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pense no trabalhador que sai cedo de casa para cumprir seu turno. Pense na funcionária de supermercado que passa o sábado inteiro atendendo clientes. Pense também na mãe que precisa conciliar o emprego, os filhos e as tarefas domésticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para essas pessoas, uma segunda folga pode representar mais do que algumas horas livres. Pode significar acompanhar uma reunião escolar, visitar familiares, frequentar um curso ou descansar sem a preocupação de voltar ao trabalho na manhã seguinte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A região conhece bem as discussões sobre direitos trabalhistas. João Monlevade, por exemplo, carrega a memória das mobilizações operárias que marcaram sua história, entre elas a Greve de 1986, que completa 40 anos em 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naturalmente, a realidade de hoje é diferente daquela enfrentada pelos metalúrgicos há quatro décadas. Entretanto, a discussão sobre salários, jornadas e condições de trabalho continua presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E há outra questão importante. Se a redução da jornada ocorrer sem diminuição salarial, o trabalhador poderá ganhar tempo livre preservando sua renda. Já nos contratos em que a remuneração acompanha as horas trabalhadas, será necessário observar com atenção quanto dinheiro continuará chegando ao fim do mês.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que você pode esperar de 2027 se Lula for eleito?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Chegamos, finalmente, à pergunta que dá sentido a esta reportagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se Lula vencer a eleição presidencial, a continuidade da defesa da jornada de 40 horas, com duas folgas e sem redução salarial, estará de acordo com as posições que seu governo apresentou ao Congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa, porém, que a vitória eleitoral garantirá automaticamente a mudança. O Senado ainda precisa concluir a votação. Além disso, mesmo que a PEC seja promulgada, haverá um período de transição antes da aplicação integral das novas regras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o trabalhador poderá esperar a continuidade dessa orientação política, mas a efetivação do direito dependerá das decisões do Congresso e do cumprimento da legislação aprovada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E o que você pode esperar se Flávio Bolsonaro for eleito?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se Flávio Bolsonaro vencer, a alternativa de contratos por hora poderá ganhar espaço na agenda trabalhista do governo, considerando as propostas que ele e seus aliados apoiaram durante a campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse modelo, a quantidade de horas contratadas ganha importância direta na definição da remuneração. Para alguns trabalhadores, isso poderá representar oportunidades de jornadas diferentes. Para outros, poderá significar maior incerteza sobre a renda mensal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, seria incorreto afirmar que uma eventual vitória de Flávio provocará automaticamente redução de salários ou eliminará as folgas. Essas consequências dependeriam das leis efetivamente aprovadas e das condições de cada contrato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda um ponto que merece atenção. Embora Flávio tenha criticado a PEC apoiada por Lula, o senador mineiro Cleitinho declarou, em outubro, que recebeu dele o compromisso de votar a favor do fim da escala 6&#215;1. Assim, a votação nominal no Senado será uma oportunidade concreta para verificar sua posição sobre o texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre as propostas continua relevante: uma garante a redução da jornada sem perda salarial; a outra permite modalidades de contratação com remuneração proporcional.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o Senado vai decidir?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A próxima etapa já tem data prevista. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), incluiu a PEC 221/2019 na pauta de quarta-feira, 14 de outubro, para votação em primeiro turno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ser aprovada, a proposta precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. Depois, deverá passar por uma segunda votação, também exigindo 49 votos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o Senado aprovar o mesmo texto da Câmara, a emenda poderá ser promulgada. Caso faça alterações substanciais, a matéria poderá retornar aos deputados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a decisão ainda está nas mãos do Congresso. E, enquanto ela não for concluída, a escala 6&#215;1 continua permitida.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Afinal, caro leitor, quanto vale um dia a mais da sua vida?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez você tenha chegado até aqui esperando uma resposta definitiva sobre o que acontecerá em 2027. A verdade é que nenhuma eleição, isoladamente, resolve todas as questões do mundo do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas as propostas dos candidatos permitem conhecer as prioridades que apresentam ao país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula defende reduzir a jornada, garantir duas folgas e preservar o salário. Flávio Bolsonaro apoia uma alternativa de contratação por horas, com remuneração proporcional, embora seu posicionamento sobre o voto na PEC das 40 horas ainda deva ser acompanhado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E você, que trabalha seis dias por semana, conhece bem o valor de uma folga. Sabe quanto custa uma passagem de ônibus, quanto pesa uma conta atrasada e como o domingo parece curto quando a segunda-feira já está chegando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, antes de avaliar as promessas, vale perguntar aos candidatos como pretendem garantir o descanso, proteger a renda e manter os empregos. Afinal, uma proposta escrita no papel só muda a vida das pessoas quando se transforma em direito efetivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão sobre a escala 6&#215;1 não trata apenas de quatro horas a menos de trabalho. Trata do salário que sustenta a casa, do tempo dedicado à família e das condições em que milhões de brasileiros constroem sua vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez esteja aí a pergunta mais importante desta eleição: <strong>quanto do seu tempo deve ser dedicado ao trabalho e quanto deve continuar pertencendo a você?</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Leia também | O Fato News</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Greve de 1986 em João Monlevade: 40 anos da luta dos trabalhadores <a href="https://ofato.news/greve-de-1986-em-joao-monlevade/">https://ofato.news/greve-de-1986-em-joao-monlevade/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade: uma história de luta que atravessou a ditadura <a href="https://ofato.news/especial-40-anos-da-greve-de-1986-sindicato-dos-metalurgicos-de-joao-monlevade-uma-historia-de-luta-que-atravessou-a-ditadura-e-ajudou-a-reconstruir-a-democracia/">https://ofato.news/especial-40-anos-da-greve-de-1986-sindicato-dos-metalurgicos-de-joao-monlevade-uma-historia-de-luta-que-atravessou-a-ditadura-e-ajudou-a-reconstruir-a-democracia/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sindmon-Metal completa 75 anos e relembra a Greve de 1986 <a href="https://ofato.news/75-anos-sindmon-metal-joao-monlevade/">https://ofato.news/75-anos-sindmon-metal-joao-monlevade/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Greve de 1986: impasse entre trabalhadores e Belgo-Mineira chega à Justiça do Trabalho <a href="https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-dia-09-impasse-trt/">https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-dia-09-impasse-trt/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Série especial: a cronologia dos 23 dias da Greve de 1986 em João Monlevade <a href="https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-40-anos/">https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-40-anos/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Estudantes assumem protagonismo no segundo turno e mudam o cenário da campanha; Vox volta a mostrar Lula à frente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elizeu Assis - Jornalista 0018323/MG]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Oct 2026 18:41:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mobilizações universitárias ampliam a participação da juventude na disputa presidencial. Após registrar Flávio Bolsonaro à frente nas rodadas anteriores, pesquisa Vox Brasil apresenta Lula com vantagem numérica. João Monlevade prepara manifestação para 16 de outubro. Uma nova força ganha visibilidade na disputa presidencial de 2026: a mobilização dos estudantes. Em diferentes regiões do Brasil, jovens [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mobilizações universitárias ampliam a participação da juventude na disputa presidencial. Após registrar Flávio Bolsonaro à frente nas rodadas anteriores, pesquisa Vox Brasil apresenta Lula com vantagem numérica. João Monlevade prepara manifestação para 16 de outubro.</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma nova força ganha visibilidade na disputa presidencial de 2026: a mobilização dos estudantes. Em diferentes regiões do Brasil, jovens universitários organizam manifestações, participam de debates e ampliam sua presença nas redes sociais. O movimento ocorre em um momento de mudanças nos números de alguns levantamentos eleitorais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa Vox Brasil, divulgada agora a pouco, 10 de outubro, registrou Lula na frente das intenções com 44,2% das intenções de voto, contra 42,7% de Flávio Bolsonaro. Na rodada anterior do instituto, a ordem era inversa: Flávio aparecia com 48,2%, enquanto Lula tinha 45,2%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lula, portanto, voltou a aparecer numericamente à frente na pesquisa Vox Brasil.</strong> A diferença atual, entretanto, está dentro da margem de erro, o que configura empate técnico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança coincide com a intensificação das manifestações estudantis. Embora ainda não seja possível estabelecer uma relação causal entre os acontecimentos, a participação da juventude tornou-se um elemento relevante da campanha.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="399" height="501" src="https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-5.png" alt="" class="wp-image-4131" style="width:800px;height:auto" srcset="https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-5.png 399w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-5-239x300.png 239w" sizes="(max-width: 399px) 100vw, 399px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Uma mobilização que ultrapassa as estruturas partidárias</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As manifestações estudantis chamam a atenção pela participação de universitários e grupos que organizam atividades próprias, inclusive fora das estruturas tradicionais dos partidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em João Monlevade, estudantes relatam que a mobilização começou espontaneamente nas universidades. Posteriormente, ganhou adesões por meio de conversas e grupos de WhatsApp, entre eles o “Estudantes JM contra o Fascismo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa local é apresentada pelos participantes como um movimento de estudantes e apoiadores, e não como uma atividade inicialmente organizada pelo Partido dos Trabalhadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa característica pode ajudar a compreender a dinâmica das mobilizações atuais. Entretanto, a afirmação de que o movimento surpreendeu a direção do PT ainda depende de declarações de seus dirigentes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">João Monlevade prepara manifestação para 16 de outubro</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em João Monlevade, estudantes anunciam a manifestação “João Monlevade com Lula” para sexta-feira, 16 de outubro, às 17h, com concentração na Praça do Povo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os participantes da articulação, segundo informações encaminhadas à reportagem, estão Kauã Kirk, Ícaro Lopes, Alan Pereira, Emerson Meriguis, Juares Goulart e Tarcisin Teixeira, além de outros estudantes e apoiadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mobilização relaciona a disputa presidencial à defesa da educação pública, da assistência estudantil e das políticas de proteção social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as ideias apresentadas está a valorização das trajetórias de jovens que chegaram à universidade depois de enfrentar dificuldades econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expressão “Não somos filhos da esmola, somos filhos da luta” sintetiza essa perspectiva e a crítica ao preconceito contra famílias beneficiárias do Bolsa Família. Sua adoção oficial como lema ainda precisa de confirmação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pesquisas mostram disputa ainda indefinida</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Vox Brasil registrou uma mudança numérica entre suas duas rodadas. Entretanto, outros institutos apresentaram resultados distintos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos votos válidos estimados, a Vox apontou Lula com 50,9% e Flávio Bolsonaro com 49,1%. Já Datafolha, AtlasIntel/Bloomberg e PoderData/Aya registraram vantagem numérica de Flávio Bolsonaro em seus levantamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, não há comprovação de uma virada nacional consolidada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que se observa é uma campanha marcada por pesquisas divergentes e intensa participação política, inclusive dos movimentos estudantis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em João Monlevade, a manifestação anunciada para 16 de outubro será uma oportunidade de observar como essa mobilização se expressa no município.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A juventude universitária reivindica espaço na campanha presidencial. O alcance político dessa participação, entretanto, ainda será medido pelos acontecimentos e pelas próximas pesquisas.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Leia também | O Fato News</h2>



<p class="wp-block-paragraph">1. <a href="https://ofato.news/manifestacao-lula-joao-monlevade-estudantes/">Estudantes organizam manifestação em apoio a Lula em João Monlevade</a> <a href="https://ofato.news/manifestacao-lula-joao-monlevade-estudantes/">https://ofato.news/manifestacao-lula-joao-monlevade-estudantes/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">2. <a href="https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-40-anos/">Greve de 1986 em João Monlevade: 40 anos da luta operária</a> <a href="https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-40-anos/">https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-40-anos/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">3. <a href="https://ofato.news/greve-de-1986-em-joao-monlevade/">8 de agosto: João Monlevade celebra trabalhadores que enfrentaram a repressão e fizeram história</a> <a href="https://ofato.news/greve-de-1986-em-joao-monlevade/">https://ofato.news/greve-de-1986-em-joao-monlevade/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">4. <a href="https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-4-dia-cozinha-resistencia/">Mulheres erguem a Cozinha da Resistência durante a Greve de 1986</a> <a href="https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-4-dia-cozinha-resistencia/">https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-4-dia-cozinha-resistencia/</a></p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O conteúdo <a href="https://ofato.news/manifestacoes-estudantis-eleicoes-2026-lula-joao-monlevade/">Estudantes assumem protagonismo no segundo turno e mudam o cenário da campanha; Vox volta a mostrar Lula à frente</a> aparece primeiro em <a href="https://ofato.news">O Fato News</a>.</p>
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		<title>Estudantes organizam ato com Lula em João Monlevade e resgatam memória das lutas operárias de 1986</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elizeu Assis - Jornalista 0018323/MG]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Oct 2026 17:51:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mobilização anunciada para sexta-feira, 16 de outubro, às 17h, na Praça do Povo, reúne estudantes em torno de temas como educação pública, Bolsa Família e dignidade. Prefeito de Nova Era, Txai, também participa da articulação regional de apoio ao presidente, segundo informações do movimento. Uma mobilização que nasceu espontaneamente dentro das universidades, segundo seus participantes, [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mobilização anunciada para sexta-feira, 16 de outubro, às 17h, na Praça do Povo, reúne estudantes em torno de temas como educação pública, Bolsa Família e dignidade. Prefeito de Nova Era, Txai, também participa da articulação regional de apoio ao presidente, segundo informações do movimento.</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma mobilização que nasceu espontaneamente dentro das universidades, segundo seus participantes, começa a ganhar corpo em João Monlevade. Os estudantes anunciam para sexta-feira, 16 de outubro, às 17h, a manifestação “João Monlevade com Lula”. A concentração ocorrerá na Praça do Povo, conforme a convocação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes discutem a organização em grupos de WhatsApp, entre eles o “Estudantes JM contra o Fascismo”. Além disso, apontam Kauã Kirk, Ícaro Lopes, Alan Pereira, Emerson Megiguis, Juares Goulart e Tarcisin Teixeira entre os nomes envolvidos na articulação. Outros estudantes e apoiadores também participam do movimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mobilização ocorre durante o segundo turno presidencial. Segundo os envolvidos, ela integra um ambiente mais amplo de manifestações e debates políticos nas universidades brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a identidade social que o movimento reivindica chama a atenção. Esses jovens associam suas trajetórias acadêmicas ao esforço de famílias trabalhadoras. Também destacam a importância das políticas públicas de educação e proteção social.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Filhos de trabalhadores enfrentam o preconceito contra a pobreza</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as ideias que orientam a mobilização está a valorização dos estudantes que vieram de famílias de baixa renda. São filhos e filhas de lavadeiras, empregadas domésticas, operários e outros trabalhadores. Suas famílias enfrentaram dificuldades para garantir alimentação, moradia e educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expressão “Não somos filhos da esmola, somos filhos da luta” resume essa perspectiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate confronta uma visão preconceituosa que associa beneficiários do Bolsa Família à preguiça ou à incapacidade. Entretanto, para famílias em situação de vulnerabilidade, a transferência de renda pode fazer uma diferença decisiva. Muitas vezes, o benefício ajuda a colocar alimentos na mesa e a enfrentar a insegurança alimentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não impede a discussão sobre fiscalização, critérios e resultados dos programas sociais. Pelo contrário, o debate público precisa examinar esses aspectos. Ao mesmo tempo, deve reconhecer que a condição econômica de uma família não determina seu valor. Tampouco define sua disposição para trabalhar ou sua capacidade de construir um futuro diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A chegada de filhos de trabalhadores à UFOP, à UEMG e a outras instituições demonstra a importância da educação. Além disso, evidencia a necessidade de considerar o esforço individual e familiar. Afinal, os estudantes também precisam de condições materiais para estudar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a assistência estudantil integra essa realidade. Bolsas, alimentação, moradia e transporte podem ser decisivos para a conclusão da graduação. Assim, essas políticas ajudam a reduzir obstáculos que afetam especialmente os jovens de origem popular.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Da Greve de 1986 à participação estudantil de 2026</h2>



<p class="wp-block-paragraph">João Monlevade possui uma história marcada pela organização dos trabalhadores. Em 1986, a greve dos metalúrgicos da então Belgo-Mineira tornou-se um dos acontecimentos mais importantes da memória social da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quarenta anos depois, o movimento estudantil anunciado para outubro apresenta outras reivindicações. Além disso, atua em um contexto político diferente. Ainda assim, a aproximação entre as duas experiências permite refletir sobre a participação coletiva. Em ambos os períodos, grupos sociais buscaram maior espaço nas decisões públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na década de 1980, trabalhadores e suas famílias se mobilizaram por direitos e condições de trabalho. Agora, estudantes colocam em discussão a educação, a assistência estudantil, a desigualdade e a proteção social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A memória da greve também ajuda a compreender a importância da formação universitária em uma cidade industrial. Muitos jovens que hoje frequentam instituições públicas são filhos ou netos de trabalhadores. Suas famílias construíram histórias nas fábricas, no comércio, nos serviços e nas atividades domésticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, o passado operário e a experiência universitária atual oferecem elementos para compreender as transformações sociais de João Monlevade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Txai participa do debate sobre investimentos federais na região</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No campo das lideranças políticas, o prefeito de Nova Era, Txai Silva Costa, aparece entre as referências jovens da articulação regional favorável à candidatura de Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo informações apresentadas sobre o movimento, Txai tem defendido a participação de outros prefeitos no debate eleitoral. Para isso, relaciona sua posição aos investimentos federais destinados ao Médio Piracicaba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os exemplos concretos está a implantação do campus do Instituto Federal de Minas Gerais em João Monlevade. A unidade integra a expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica. Em 2026, o governo anunciou obras, estrutura provisória e autorização de funcionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implantação do IFMG amplia as perspectivas de formação técnica e superior na região. Entretanto, a consolidação da estrutura definitiva ainda exige novas etapas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A UFOP, em João Monlevade, e a UNIFEI, em Itabira, também reforçam o papel do ensino superior federal no desenvolvimento regional. Além disso, oferecem oportunidades de formação e pesquisa. Eventuais ampliações recentes dessas instituições, porém, exigem identificação dos cursos, investimentos e datas. Somente assim será possível atribuir corretamente cada iniciativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na saúde, os investimentos federais e o financiamento do SUS integram a discussão sobre o atendimento regional. Nesse cenário, o tratamento oncológico constitui um dos temas relevantes. Contudo, a identificação de novas estruturas, equipamentos ou serviços específicos ainda exige confirmação junto às instituições responsáveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Praça do Povo receberá manifestação anunciada para sexta-feira</h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="819" height="1024" src="https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261010-WA0030-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4125" srcset="https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261010-WA0030-819x1024.jpg 819w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261010-WA0030-240x300.jpg 240w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261010-WA0030-768x960.jpg 768w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261010-WA0030.jpg 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A manifestação “João Monlevade com Lula” ocorrerá, conforme a convocação, na sexta-feira, 16 de outubro, às 17h. Os participantes deverão se concentrar na Praça do Povo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os envolvidos, a mobilização começou entre estudantes. Posteriormente, ganhou novos participantes por meio de conversas, contatos pessoais e grupos digitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro pretende reunir apoiadores da candidatura de Lula. Além disso, os participantes desejam discutir educação pública, proteção social e o futuro da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença anunciada de diferentes lideranças estudantis coloca em evidência uma geração que valoriza suas origens. Esses jovens associam a formação acadêmica às trajetórias de suas famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quarenta anos depois da Greve de 1986, a cidade volta a receber uma mobilização que relaciona participação coletiva, direitos e escolhas políticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para muitos estudantes de origem popular, essa discussão ultrapassa o período eleitoral. Afinal, envolve o reconhecimento do trabalho de seus pais e o direito de cada pessoa construir sua própria história.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A dignidade de uma família não se mede pelo benefício social que recebeu, mas pelo respeito que lhe é devido.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não estamos lutando somente por Lula. Estamos lutando pelo direito de permanecer na universidade, pela dignidade dos nossos pais, que encontraram no Bolsa Família uma forma de garantir a subsistência de suas famílias, e pelo respeito às nossas diferenças&#8221;. afirma Kauã</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Aninha da UEMG diz: &#8220;nossa mobilização é contra a discriminação e em defesa dos direitos sociais, da educação e da liberdade de escolha. Vamos às ruas para exigir que nossos direitos sejam respeitados e que nossas vozes sejam ouvidas.” </p>



<h3 class="wp-block-heading">Serviço</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manifestação:</strong> João Monlevade com Lula<br><strong>Data:</strong> sexta-feira, 16 de outubro de 2026<br><strong>Horário:</strong> 17h<br><strong>Local:</strong> Praça do Povo, João Monlevade<br><strong>Articulação informada:</strong> estudantes, apoiadores e grupos de WhatsApp, incluindo “Estudantes JM contra o Fascismo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>As informações sobre a organização e a participação das lideranças foram fornecidas à reportagem e aguardam confirmação direta com os envolvidos.</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Leia também</h3>



<p class="wp-block-paragraph">1. Título: Greve de 1986 em João Monlevade: 40 anos da luta operária Link: <a href="https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-40-anos/">https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-40-anos/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">2. Título: 8 de agosto: João Monlevade celebra trabalhadores que enfrentaram repressão e fizeram história Link: <a href="https://ofato.news/greve-de-1986-em-joao-monlevade/">https://ofato.news/greve-de-1986-em-joao-monlevade/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">3. Título: Mulheres erguem a Cozinha da Resistência durante a Greve de 1986 Link: <a href="https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-4-dia-cozinha-resistencia/">https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-4-dia-cozinha-resistencia/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">4. Título: Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade: uma história de luta que atravessou a ditadura Link: <a href="https://ofato.news/especial-40-anos-da-greve-de-1986-sindicato-dos-metalurgicos-de-joao-monlevade-uma-historia-de-luta-que-atravessou-a-ditadura-e-ajudou-a-reconstruir-a-democracia/">https://ofato.news/especial-40-anos-da-greve-de-1986-sindicato-dos-metalurgicos-de-joao-monlevade-uma-historia-de-luta-que-atravessou-a-ditadura-e-ajudou-a-reconstruir-a-democracia/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">5. Título: Editorial: Memória, luta e cidadania — O Fato News resgata a história da Greve de 1986 Link: <a href="https://ofato.news/editorial-memoria-luta-e-cidadania-o-fato-news-resgata-a-historia-da-greve-de-1986-na-belgo-mineira/">https://ofato.news/editorial-memoria-luta-e-cidadania-o-fato-news-resgata-a-historia-da-greve-de-1986-na-belgo-mineira/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Laércio assume mobilização por Lula em João Monlevade e defende continuidade de políticas e investimentos</title>
		<link>https://ofato.news/laercio-ribeiro-lula-joao-monlevade-segundo-turno/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Elizeu Assis - Jornalista 0018323/MG]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 05:30:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Federação Brasil da Esperança intensifica articulação para o segundo turno; estudantes secundaristas e universitários também se mobilizam e convocam população em defesa da educação pública, das universidades e da democracia A campanha de Lula entra em uma nova fase em João Monlevade. Depois de o presidente ficar em segundo lugar no município no primeiro turno, [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong><strong>Federação Brasil da Esperança intensifica articulação para o segundo turno; estudantes secundaristas e universitários também se mobilizam e convocam população em defesa da educação pública, das universidades e da democracia</strong></strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha de Lula entra em uma nova fase em João Monlevade. Depois de o presidente <strong>ficar em segundo lugar no município no primeiro turno</strong>, o prefeito Laércio Ribeiro (PT) assume papel mais direto na mobilização local e trabalha para ampliar a votação do candidato no segundo turno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno em primeiro lugar, enquanto Lula recebeu <strong>43% dos votos válidos</strong>. A diferença foi de apenas 2.253 votos. Além disso, aproximadamente 14 mil eleitores não compareceram às urnas, formando um contingente que poderá ter peso na segunda votação. Markdown colado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, a <strong>Federação Brasil da Esperança</strong>, formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV), assume a dianteira da articulação local pela candidatura de Lula, <strong>sob a liderança de Laércio Ribeiro</strong>. O movimento tem como eixo a defesa da continuidade das políticas públicas, dos programas sociais e dos investimentos do governo federal que, na avaliação do prefeito e de seus apoiadores, representaram avanços para João Monlevade. Markdown colado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, <strong>estudantes secundaristas e universitários também se organizam e convocam a população</strong>. Inflamados pelo debate eleitoral e preocupados com o que consideram riscos de retrocesso na educação, na ciência e nas instituições democráticas com um eventual retorno do bolsonarismo ao governo federal, os jovens começam a construir uma mobilização própria.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Laércio defende continuidade das políticas de Lula</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A mensagem que Laércio pretende colocar nas ruas é de <strong>continuidade</strong>. Mais do que fazer uma defesa partidária de Lula, o prefeito procura relacionar a eleição presidencial às políticas federais que atingem diretamente o município. Educação, saúde, programas sociais, investimentos públicos e direitos dos trabalhadores deverão estar entre os principais argumentos apresentados à população. Markdown colado</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão colocada pelo movimento é objetiva: <strong>quais políticas e investimentos realizados nos últimos anos devem continuar a partir de 2027?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate ganha dimensão particular em João Monlevade. A cidade abriga o Instituto Federal de Minas Gerais &#8211; IFMG, o Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas da Universidade Federal de Ouro Preto e mantém forte relação com a educação pública federal. Para a articulação liderada por Laércio, a continuidade dessas políticas integra uma discussão mais ampla sobre o projeto de país que sairá das urnas no segundo turno.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mobilização recupera raízes trabalhistas do PT</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A entrada mais direta do prefeito na campanha também recupera uma característica histórica do Partido dos Trabalhadores. Fundado em 1980, o PT nasceu com forte participação de trabalhadores, sindicalistas e movimentos populares, em um período marcado pelas lutas pela redemocratização e pela ampliação dos direitos políticos e sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em João Monlevade, essa história encontra terreno particularmente simbólico. Cidade industrial e operária, o município teve sua trajetória política marcada pela organização dos trabalhadores, pelo movimento sindical e pelas disputas em torno dos direitos trabalhistas e sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A articulação conduzida por Laércio procura novamente reunir esses segmentos. <strong>Trabalhadores, movimentos sociais, estudantes e organizações populares são chamados à participação no segundo turno</strong>, aproximando a atual campanha das raízes de mobilização social que acompanharam a formação e a trajetória do partido.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Secundaristas e universitários convocam população</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A juventude acrescenta outro componente à mobilização. <strong>Estudantes secundaristas e universitários estão se organizando e convocam a população de João Monlevade para participar do movimento em defesa da educação pública, das universidades, da ciência e da democracia.</strong> Markdown colado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inflamados pelas discussões do segundo turno, os jovens relacionam a atual disputa presidencial às experiências vividas durante o governo Jair Bolsonaro e manifestam preocupação com a possibilidade de retorno daquele campo político ao comando do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as questões lembradas está a pandemia de Covid-19. O Brasil registrou <strong>mais de 700 mil mortes pela doença</strong>, período marcado por intensa controvérsia política e institucional sobre a atuação do governo Bolsonaro, especialmente em relação à vacinação, às medidas sanitárias e à condução federal da emergência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os estudantes mobilizados, a memória daquele período se associa agora à defesa da ciência e da educação. A intenção é levar a discussão para além dos partidos, envolvendo também professores, trabalhadores, famílias e outros moradores da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mobilização pretende colocar no centro do segundo turno uma pergunta: <strong>qual projeto será apresentado para a escola pública, as universidades federais, a pesquisa científica e o acesso e permanência dos jovens no ensino superior?</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Lula ficou em segundo, mas PT e PSOL colocaram sete no Top 10</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados das urnas mostram que o comportamento eleitoral de João Monlevade é mais complexo do que a votação presidencial isoladamente poderia sugerir. Embora <strong>Lula tenha ficado em segundo lugar no município</strong>, a disputa para deputado federal apresenta uma fotografia diferente das preferências do eleitorado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os <strong>dez candidatos a deputado federal mais votados em João Monlevade, sete são do PT ou do PSOL</strong>. O PT colocou seis nomes nesse grupo: Ana Elisa, Gleide Andrade, Leonardo Monteiro, Padre João, Miguel Ângelo e Rogério Correia. Duda Salabert, do PSOL, ficou na quinta colocação. O PL teve dois representantes — Nikolas Ferreira e Vinicius Diniz —, enquanto Rodrigo de Castro, do União Brasil, completou o Top 10. Markdown colado</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dado revela, porém, duas formas diferentes de distribuição dos votos. <strong>PT e PSOL tiveram maior presença em número de candidatos entre os dez primeiros, enquanto o PL concentrou uma quantidade maior de votos em apenas dois nomes</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a votação proporcional mostra que candidatos do PT e do PSOL alcançaram diferentes parcelas do eleitorado local. É essa base eleitoral dispersa que a articulação liderada por <strong>Laércio Ribeiro e pela Federação Brasil da Esperança</strong> tentará reunir em torno de Lula no segundo turno. Somente as urnas poderão mostrar em que medida essa presença entre os candidatos proporcionais se converterá em votos na disputa presidencial. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Laércio articula virada de Lula no segundo turno</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse cenário que o protagonismo do prefeito ganha maior significado. Laércio não entra apenas como apoiador da candidatura presidencial de seu partido. <strong>Como prefeito de João Monlevade e liderança petista local, assume papel central na articulação para ampliar a votação de Lula e tentar levá-lo à primeira colocação no município.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença a ser revertida é de pouco mais de <strong>2 mil votos</strong>. O campo a ser disputado, entretanto, é maior. Há eleitores que escolheram outros candidatos à Presidência mas a tendencia no segundo turno é de se aliarem em amioria á candidatura petista. Pessoas que fizeram escolhas diferentes conforme o cargo em disputa e, sobretudo, milhares de monlevadenses que não compareceram às urnas no primeiro turno devem comparecer em massa pois muitos estão receosos com um possivel retorno do bolsonarismo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A mobilização de trabalhadores e movimentos sociais, somada à participação de secundaristas e universitários, amplia esse universo. O desafio político da campanha será transformar essa mobilização em participação eleitoral.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pais e estudantes temem mudanças na permanência universitária</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="886" height="728" src="https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-4.png" alt="" class="wp-image-4120" srcset="https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-4.png 886w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-4-300x247.png 300w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-4-768x631.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Entre universitários que vieram de diferentes regiões do Brasil para estudar em João Monlevade, uma preocupação começa a ganhar espaço. <strong>Estudantes e também alguns pais demonstram apreensão com possíveis mudanças nas políticas de permanência e assistência estudantil</strong>, fundamentais principalmente para jovens de menor renda que precisam de auxílio para alimentação, moradia, transporte e outras despesas durante a graduação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A inquietação também está relacionada ao programa apresentado por Flávio Bolsonaro que se torna uma ameaçã real á politica de assistencia estudantil. O candidato propõe <strong>retirar a governança do ensino superior do Ministério da Educação e transferi-la para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação</strong>. O plano estabelece ainda maior direcionamento de Capes e CNPq para inovação, transferência de tecnologia e impacto produtivo. <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-09/flavio-bolsonaro-propoe-enxugar-estado-e-endurecer-acoes-de-seguranca?utm_source=chatgpt.com">Agência Brasil</a> </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A proposta pode significar cortes ou redução dos recursos destinados ao ensino superior federal.</strong> Isso porque a transferência das universidades para uma nova estrutura ministerial aparece em um programa que também defende redução das despesas públicas, enquanto não há metas orçamentárias específicas que garantam quanto será destinado às universidades e à assistência estudantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança não significa, por si só, que haverá corte automático. Entretanto, a ausência dessas garantias abre uma incerteza concreta: <strong>se houver redução de recursos, custeio, bolsas e políticas de permanência poderão ser afetados</strong>. Essa possibilidade provoca apreensão entre dirigentes e pesquisadores das instituições federais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A comparação entre as propostas aumenta o peso dessa discussão no segundo turno. Lula defende ampliação dos institutos federais e manutenção de políticas de assistência voltadas à permanência e à conclusão dos cursos. Flávio, por sua vez, propõe a reorganização do ensino superior dentro do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, sem apresentar até agora metas específicas de financiamento para as universidades. <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/veja-pontos-em-que-os-planos-de-governo-de-lula-e-flavio-bolsonaro-divergem.shtml?utm_source=chatgpt.com">Folha de S.Paulo</a> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para estudantes e suas famílias, a discussão deixa, portanto, de ser apenas administrativa. <strong>A questão é saber se estarão garantidos os recursos necessários para manter as universidades e, sobretudo, as políticas que permitem aos estudantes de menor renda permanecer nos cursos até a graduação.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Impacto ultrapassa os muros da universidade</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em João Monlevade, essa discussão interessa também a quem nunca entrou em uma sala de aula da UFOP. Estudantes vindos de diferentes partes do país alugam imóveis, compram no comércio, utilizam transporte e movimentam restaurantes, supermercados e diferentes serviços. Markdown colado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, <strong>uma eventual redução significativa da permanência desses universitários poderia produzir reflexos também sobre a economia local</strong>. Se jovens deixarem a cidade por falta de condições financeiras para continuar os cursos, setores diretamente relacionados à presença da comunidade universitária também poderão sentir os efeitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta que emerge dessa preocupação deverá ser apresentada à candidatura de Flávio Bolsonaro: <strong>se o ensino superior federal deixar a estrutura do MEC, quais recursos e garantias serão assegurados às universidades e às políticas de assistência e permanência estudantil?</strong> </p>



<h2 class="wp-block-heading">Segundo turno começa a chegar às ruas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A articulação liderada por Laércio e a movimentação dos estudantes indicam uma mudança no ambiente político depois do primeiro turno. A disputa começa a sair das estruturas tradicionais das campanhas e alcançar trabalhadores, escolas, universidades, movimentos sociais e outros espaços da sociedade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Laércio, a tarefa política está definida: <strong>reunir forças em defesa da continuidade do governo Lula e buscar a virada em João Monlevade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para secundaristas e universitários, a eleição também passa pela defesa da <strong>educação pública, da universidade, da ciência e da democracia</strong>. Mobilizados pelo momento político, eles não pretendem apenas participar das atividades: <strong>também convocam a população de João Monlevade para o debate e para as manifestações que começam a ser organizadas</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo turno, dessa forma, ganha uma dimensão diretamente local. E deixa uma pergunta que deverá orientar a cobertura do <strong>O Fato News</strong> até a nova votação: <strong>o que a continuidade do governo Lula ou a eleição de Flávio Bolsonaro significará, concretamente, para João Monlevade e para o Médio Piracicaba?</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Leia também</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lula vence em 15 de 17 cidades analisadas do Médio Piracicaba, mas perde em João Monlevade</strong><br><a href="https://ofato.news/resultado-eleicoes-medio-piracicaba-lula-flavio/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/resultado-eleicoes-medio-piracicaba-lula-flavio/</a> <a href="https://ofato.news/resultado-eleicoes-medio-piracicaba-lula-flavio/?utm_source=chatgpt.com">O Fato News</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Eleições 2026: Médio Piracicaba chega às urnas com mais de 312 mil eleitores e desafio de ampliar representação política</strong><br><a href="https://ofato.news/eleicoes-2026-joao-monlevade/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/eleicoes-2026-joao-monlevade/</a> <a href="https://ofato.news/eleicoes-2026-joao-monlevade/?utm_source=chatgpt.com">O Fato News</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Depois de João Paulo, quem pode levar o Médio Piracicaba de volta à Câmara dos Deputados?</strong><br><a href="https://ofato.news/candidatos-medio-piracicaba-deputado-federal-2026/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/candidatos-medio-piracicaba-deputado-federal-2026/</a> <a href="https://ofato.news/candidatos-medio-piracicaba-deputado-federal-2026/?utm_source=chatgpt.com">O Fato News</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Eleições 2026: candidatos do Médio Piracicaba revelam estratégias para conquistar o eleitor</strong><br><a href="https://ofato.news/candidatos-medio-piracicaba-eleicoes-2026-estrategias/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/candidatos-medio-piracicaba-eleicoes-2026-estrategias/</a> <a href="https://ofato.news/candidatos-medio-piracicaba-eleicoes-2026-estrategias/?utm_source=chatgpt.com">O Fato News</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>IFMG, UFOP, UEMG e UNIFEI: conheça as principais opções de ensino superior para estudantes de João Monlevade e região</strong><br><a href="https://ofato.news/ifmg-ufop-uemg-e-unifei-conheca-as-principais-opcoes-de-ensino-superior-para-estudantes-de-joao-monlevade-e-regiao/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/ifmg-ufop-uemg-e-unifei-conheca-as-principais-opcoes-de-ensino-superior-para-estudantes-de-joao-monlevade-e-regiao/</a> <a href="https://ofato.news/ifmg-ufop-uemg-e-unifei-conheca-as-principais-opcoes-de-ensino-superior-para-estudantes-de-joao-monlevade-e-regiao/?utm_source=chatgpt.com">O Fato News</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Onde estão os novos radares da BR-381? Veja os 68 pontos e os oito de João Monlevade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elizeu Assis - Jornalista 0018323/MG]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 02:59:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BR-381]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Equipamentos começam a fiscalizar a velocidade na sexta-feira, 9 de outubro; 29 dos 68 radares estão no Médio Piracicaba e oito foram instalados somente em João Monlevade Motoristas que trafegam pela BR-381 precisam redobrar a atenção a partir desta sexta-feira, 9 de outubro. Os 68 equipamentos de fiscalização eletrônica instalados no trecho entre Caeté e [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Equipamentos começam a fiscalizar a velocidade na sexta-feira, 9 de outubro; 29 dos 68 radares estão no Médio Piracicaba e oito foram instalados somente em João Monlevade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Motoristas que trafegam pela BR-381 precisam redobrar a atenção a partir desta <strong>sexta-feira, 9 de outubro</strong>. Os 68 equipamentos de fiscalização eletrônica instalados no trecho entre Caeté e Governador Valadares entram em operação e passam a registrar veículos que excederem os limites de velocidade estabelecidos para cada ponto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem circula pelo Médio Piracicaba, a mudança será especialmente perceptível. Dos 68 equipamentos, <strong>29 estão distribuídos entre Nova Era, Bela Vista de Minas, João Monlevade e São Gonçalo do Rio Abaixo</strong>. João Monlevade terá oito radares. <a href="https://anoticiaregional.com.br/geral/radares-comecam-a-operar-na-br-381-a-partir-de-sexta-feira/">Jornal A Notícia</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo informações divulgadas pela Nova 381 Concessionária de Rodovia e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), os locais foram definidos a partir de estudos técnicos e do histórico de acidentes registrados na BR-381. <a href="https://expressomonlevade.com.br/noticia/68-radares-na-br-381-comecam-a-fiscalizar-a-partir-de-9-de-outubro-veja-localizacao-de-cada-um">Expresso Monlevade</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Onde ficam os oito radares de João Monlevade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em João Monlevade, os equipamentos estão concentrados entre os quilômetros 349 e 359 da BR-381.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th>Localização</th></tr></thead><tbody><tr><td>km 349+095</td></tr><tr><td>km 352+120</td></tr><tr><td>km 354+625</td></tr><tr><td>km 355+145</td></tr><tr><td>km 355+905</td></tr><tr><td>km 357+782</td></tr><tr><td>km 359+025</td></tr><tr><td>km 359+345</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A relação confirma, portanto, <strong>dois equipamentos na região do km 355</strong>, um dos trechos mais conhecidos e movimentados da travessia de João Monlevade. <a href="https://anoticiaregional.com.br/geral/radares-comecam-a-operar-na-br-381-a-partir-de-sexta-feira/">Jornal A Notícia</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Médio Piracicaba concentra 29 equipamentos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O número de radares aumenta significativamente quando são consideradas as cidades vizinhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nova Era terá <strong>12 equipamentos</strong>, o maior número entre os quatro municípios do Médio Piracicaba contemplados. João Monlevade aparece em seguida, com oito. São Gonçalo do Rio Abaixo terá sete e Bela Vista de Minas, dois.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th>Município</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Quantidade</th></tr></thead><tbody><tr><td>Nova Era</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>12</strong></td></tr><tr><td>João Monlevade</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>8</strong></td></tr><tr><td>São Gonçalo do Rio Abaixo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>7</strong></td></tr><tr><td>Bela Vista de Minas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>2</strong></td></tr><tr><td><strong>Total</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>29</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que aproximadamente <strong>43% de todos os 68 radares</strong> anunciados para o trecho concedido estão nesses quatro municípios.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Veja onde ficam os 29 radares da região</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Nova Era — 12 radares</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os equipamentos estão nos quilômetros <strong>315+765, 319+980, 323+375, 324+690, 325+840, 326+425, 327+040, 327+940, 331+000, 333+455, 337+140 e 338+685</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Bela Vista de Minas — 2 radares</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os equipamentos estão nos quilômetros <strong>341+220 e 343+710</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">João Monlevade — 8 radares</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os equipamentos estão nos quilômetros <strong>349+095, 352+120, 354+625, 355+145, 355+905, 357+782, 359+025 e 359+345</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">São Gonçalo do Rio Abaixo — 7 radares</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os equipamentos estão nos quilômetros <strong>361+595, 361+825, 362+510, 364+570, 364+940, 374+210 e 375+315</strong>. <a href="https://anoticiaregional.com.br/geral/radares-comecam-a-operar-na-br-381-a-partir-de-sexta-feira/">Jornal A Notícia</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A sequência mostra que haverá fiscalização eletrônica em diferentes pontos ao longo de praticamente todo o percurso regional entre Nova Era e São Gonçalo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Radares não vão calcular velocidade média</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma dúvida importante para os motoristas é como será realizada a fiscalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os novos equipamentos <strong>não vão calcular a velocidade média</strong> entre um radar e outro. A medição será feita somente no ponto onde cada aparelho estiver instalado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, não haverá comparação do tempo que o motorista levou para percorrer determinado trecho da rodovia. O equipamento registrará a velocidade instantânea no momento da passagem do veículo. <a href="https://expressomonlevade.com.br/noticia/68-radares-na-br-381-comecam-a-fiscalizar-a-partir-de-9-de-outubro-veja-localizacao-de-cada-um">Expresso Monlevade</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia também dispensa sensores instalados no pavimento. Segundo a concessionária, os equipamentos conseguem identificar o veículo e registrar informações como velocidade, placa, marca, modelo, data, horário e local da ocorrência. <a href="https://expressomonlevade.com.br/noticia/68-radares-na-br-381-comecam-a-fiscalizar-a-partir-de-9-de-outubro-veja-localizacao-de-cada-um">Expresso Monlevade</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">PRF será responsável pelas multas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outra diferença importante envolve a responsabilidade pela fiscalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Nova 381 é responsável pela instalação e manutenção dos equipamentos</strong>. Já a gestão das infrações e eventuais autuações cabe à <strong>Polícia Rodoviária Federal</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, os valores decorrentes das multas não são destinados à concessionária. <a href="https://anoticiaregional.com.br/geral/radares-comecam-a-operar-na-br-381-a-partir-de-sexta-feira/">Jornal A Notícia</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Motoristas serão avisados antes dos radares</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os pontos de fiscalização contam com sinalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Nova 381, foram instaladas placas de regulamentação e advertência antes dos equipamentos. A primeira sinalização fica aproximadamente <strong>500 metros antes do radar</strong>, permitindo que o motorista identifique previamente a fiscalização e adeque a velocidade de maneira gradual. <a href="https://expressomonlevade.com.br/noticia/68-radares-na-br-381-comecam-a-fiscalizar-a-partir-de-9-de-outubro-veja-localizacao-de-cada-um">Expresso Monlevade</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O limite que deve ser respeitado é aquele indicado pela sinalização existente em cada trecho.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Veja onde estão os 68 radares da BR-381</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos 29 equipamentos do Médio Piracicaba, a fiscalização alcança municípios do Vale do Aço, Região Metropolitana de Belo Horizonte e Governador Valadares.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th>Município</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Quantidade</th></tr></thead><tbody><tr><td>Governador Valadares</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">7</td></tr><tr><td>Periquito</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td></tr><tr><td>Naque</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">1</td></tr><tr><td>Santana do Paraíso</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">5</td></tr><tr><td>Ipatinga</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td></tr><tr><td>Coronel Fabriciano</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">1</td></tr><tr><td>Antônio Dias</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">3</td></tr><tr><td>Nova Era</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">12</td></tr><tr><td>Bela Vista de Minas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td></tr><tr><td>João Monlevade</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">8</td></tr><tr><td>São Gonçalo do Rio Abaixo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">7</td></tr><tr><td>Caeté</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td></tr><tr><td>Sabará</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">9</td></tr><tr><td>Santa Luzia</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4</td></tr><tr><td>Belo Horizonte</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">3</td></tr><tr><td><strong>Total</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>68</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A distribuição confirma que <strong>Nova Era é o município com maior número de equipamentos, com 12</strong>, seguido de Sabará, com nove, e João Monlevade, com oito. A relação dos pontos publicada a partir das informações da concessionária confirma os 68 equipamentos. <a href="https://anoticiaregional.com.br/geral/radares-comecam-a-operar-na-br-381-a-partir-de-sexta-feira/">Jornal A Notícia</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Fiscalização chega após novo acidente fatal</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A entrada em operação ocorre em um momento em que a segurança da BR-381 voltou ao centro das atenções em João Monlevade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última sexta-feira, 2 de outubro, uma colisão frontal envolvendo uma caminhonete e uma carreta terminou com a morte do motorista da caminhonete na região do <strong>Corte de Pedra</strong>. O acidente provocou a interdição da rodovia durante o atendimento da ocorrência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proximidade entre os acontecimentos reforça uma discussão antiga na região: como reduzir a velocidade e a gravidade dos acidentes em uma rodovia marcada por curvas, tráfego intenso e grande circulação de veículos pesados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Nova 381 e a PRF, justamente o <strong>histórico de acidentes</strong> esteve entre os critérios utilizados para definir os locais onde os equipamentos foram instalados. <a href="https://expressomonlevade.com.br/noticia/68-radares-na-br-381-comecam-a-fiscalizar-a-partir-de-9-de-outubro-veja-localizacao-de-cada-um">Expresso Monlevade</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que foram instalados tantos radares?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A implantação da fiscalização eletrônica não surgiu agora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outubro de 2025, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) determinou cautelarmente à Nova 381 a implantação de <strong>58 radares</strong>, citando a necessidade de prevenir ou reduzir riscos à segurança viária, à infraestrutura e aos usuários da rodovia. <a href="https://anttlegis.antt.gov.br/action/UrlPublicasAction.php?acao=abrirAtoPublico&amp;cod_menu=9230&amp;cod_modulo=623&amp;num_ato=00001223&amp;seq_ato=000&amp;sgl_orgao=SUROD%2FANTT%2FMT&amp;sgl_tipo=DCS&amp;vlr_ano=2025&amp;utm_source=chatgpt.com">anttlegis</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, o projeto chegou aos atuais <strong>68 equipamentos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os aparelhos já estavam instalados havia meses, mas ainda dependiam dos procedimentos necessários para o início efetivo da fiscalização. Agora, a data está definida: <strong>9 de outubro de 2026</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem utiliza diariamente a BR-381, portanto, a mudança prática começa nesta sexta-feira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E no Médio Piracicaba ela será especialmente visível: <strong>29 radares distribuídos por quatro municípios, sendo oito somente em João Monlevade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Serviço</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando começa a fiscalização:</strong> sexta-feira, 9 de outubro de 2026<br><strong>Rodovia:</strong> BR-381<br><strong>Trecho:</strong> Caeté a Governador Valadares<br><strong>Total de equipamentos:</strong> 68<br><strong>Médio Piracicaba:</strong> 29<br><strong>João Monlevade:</strong> 8<br><strong>Fiscalização e autuações:</strong> Polícia Rodoviária Federal<br><strong>Instalação e manutenção:</strong> Nova 381 Concessionária de Rodovia</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Nova 381 Concessionária de Rodovia e Polícia Rodoviária Federal. <a href="https://expressomonlevade.com.br/noticia/68-radares-na-br-381-comecam-a-fiscalizar-a-partir-de-9-de-outubro-veja-localizacao-de-cada-um">Expresso Monlevade</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Leia também</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Acidente entre caminhonete e carreta deixa motorista morto na BR-381 em João Monlevade</strong><br><a href="https://ofato.news/acidente-br-381-joao-monlevade-motorista-morto/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/acidente-br-381-joao-monlevade-motorista-morto/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BR-381 em João Monlevade: trânsito, obras, acidentes, pedágio e últimas notícias</strong><br><a href="https://ofato.news/br-381-em-joao-monlevade/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/br-381-em-joao-monlevade/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Radar nas Redes | 17 de agosto: BR-381, prisão, radares e eleições movimentam João Monlevade</strong><br><a href="https://ofato.news/radar-nas-redes-17-agosto-2026/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/radar-nas-redes-17-agosto-2026/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pedágios da BR-381 terão novos valores; veja quanto será cobrado em João Monlevade</strong><br><a href="https://ofato.news/pedagio-br-381-joao-monlevade/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/pedagio-br-381-joao-monlevade/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Idealpan prepara fábrica de R$ 40 milhões em São Gonçalo: por que empresa de João Monlevade decidiu expandir fora da cidade?</strong><br><a href="https://ofato.news/idealpan-prepara-fabrica-de-r-40-milhoes-em-sao-goncalo-por-que-empresa-de-joao-monlevade-decidiu-expandir-fora-da-cidade/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/idealpan-prepara-fabrica-de-r-40-milhoes-em-sao-goncalo-por-que-empresa-de-joao-monlevade-decidiu-expandir-fora-da-cidade/</a></p>
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		<title>Radar nas Redes &#124; 27 de setembro a 3 de outubro: eleições, BR-381 e transporte movimentam João Monlevade</title>
		<link>https://ofato.news/radar-nas-redes-27-setembro-3-outubro-2026/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Elizeu Assis - Jornalista 0018323/MG]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 02:46:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Radar nas Redes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reta final da campanha eleitoral dividiu as atenções com acidente fatal na BR-381; transporte gratuito, estacionamento rotativo, emprego, Câmara e cultura também repercutiram durante a semana A semana de 27 de setembro a 3 de outubro colocou João Monlevade no clima definitivo das Eleições 2026. Nas redes, a proximidade da votação ampliou a procura por [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Reta final da campanha eleitoral dividiu as atenções com acidente fatal na BR-381; transporte gratuito, estacionamento rotativo, emprego, Câmara e cultura também repercutiram durante a semana</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A semana de <strong>27 de setembro a 3 de outubro</strong> colocou João Monlevade no clima definitivo das Eleições 2026. Nas redes, a proximidade da votação ampliou a procura por informações sobre locais de votação, transporte, regras eleitorais e movimentação dos candidatos. A eleição, porém, não esteve sozinha entre os assuntos que mobilizaram a cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>BR-381 voltou ao centro das atenções após mais um acidente fatal</strong>, desta vez na região do Corte de Pedra. Ao mesmo tempo, o anúncio de transporte coletivo gratuito para o domingo eleitoral colocou novamente a mobilidade urbana em discussão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o possível retorno do estacionamento rotativo, oportunidades de emprego, o debate sobre ludopatia na Câmara e atividades culturais completaram o retrato dos sete dias. Foi uma semana em que política e cotidiano se encontraram nas redes. O recorte segue a hierarquia levantada na varredura do período. Markdown colado</p>



<h2 class="wp-block-heading">Eleições tomam conta das redes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que o domingo de votação se aproximava, as Eleições 2026 passaram a ocupar espaço crescente nas conversas. O interesse deixou de se concentrar apenas nos candidatos e avançou para questões práticas: onde votar, quais documentos apresentar, como chegar às seções e quais regras deveriam ser observadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">João Monlevade também entrou na rota da campanha estadual. Na quinta-feira, 1º de outubro, Patrus Ananias cumpriu agenda eleitoral no município antes de seguir para Itabira. A passagem ocorreu a poucos dias da abertura das urnas e reforçou a presença da disputa estadual na região. Markdown colado</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Radar desta semana, entretanto, termina em 3 de outubro</strong>. Por isso, a votação de domingo, dia 4, e os resultados das urnas ficam para a próxima edição. A divisão preserva a cronologia da coluna e permite observar, na semana seguinte, como a expectativa eleitoral se transformou em debate sobre os resultados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">BR-381 volta ao centro das atenções</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a política ganhava espaço, a BR-381 produziu o acontecimento mais dramático da semana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sexta-feira, 2 de outubro, uma caminhonete e uma carreta bateram de frente na região do <strong>Corte de Pedra</strong>, em João Monlevade. O motorista da caminhonete morreu e a rodovia precisou ser interditada nos dois sentidos durante o atendimento da ocorrência. Markdown colado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fotos, informações sobre a interdição e relatos sobre o trânsito rapidamente circularam pelas redes e veículos da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais uma vez, a repercussão mostrou que a BR-381 deixou de aparecer apenas quando ocorre um acidente. A rodovia se consolidou como uma das preocupações permanentes de quem vive em João Monlevade e no Médio Piracicaba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas semanas, acidentes graves, interdições e condições de circulação fizeram a estrada retornar repetidamente às conversas. A recorrência ajuda a explicar por que qualquer nova ocorrência na BR-381 rapidamente mobiliza moradores, motoristas e familiares de quem utiliza a rodovia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Transporte gratuito liga mobilidade às eleições</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro assunto que ganhou força foi a confirmação do <strong>transporte coletivo gratuito no domingo eleitoral</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gratuidade foi definida para funcionar das <strong>7h às 19h</strong>, abrangendo a operação municipal. A previsão era de manutenção de uma frota compatível com os dias úteis, apesar de a votação ocorrer em um domingo. Markdown colado</p>



<p class="wp-block-paragraph">O anúncio colocou dois temas recorrentes da cidade na mesma conversa: eleição e transporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas semanas anteriores, os ônibus haviam aparecido nas redes principalmente por reclamações relacionadas a horários, itinerários, acessibilidade e funcionamento do sistema. Desta vez, o transporte ganhou outro significado: permitir que o eleitor chegasse gratuitamente ao local de votação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, um serviço normalmente discutido pela qualidade da operação passou a integrar também o debate sobre <strong>acesso às urnas e participação eleitoral</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Estacionamento rotativo volta à discussão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A mobilidade apareceu ainda por outro caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1º de outubro, a Prefeitura informou que iniciou <strong>estudos técnicos sobre uma eventual implantação do estacionamento rotativo em João Monlevade</strong>. A notícia recuperou uma discussão antiga e imediatamente trouxe perguntas sobre como um novo sistema poderia funcionar. Markdown colado</p>



<p class="wp-block-paragraph">O assunto interessa diretamente a comerciantes, trabalhadores, motoristas e consumidores que circulam principalmente pelas áreas de maior concentração comercial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por enquanto, trata-se de estudo. Ainda assim, o retorno do tema às redes mostra que estacionamento e circulação de veículos continuam entre os problemas cotidianos que despertam interesse na cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta que fica é direta: <strong>João Monlevade terá novamente estacionamento rotativo e, caso tenha, qual modelo será adotado?</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Câmara mantém debate sobre bets e ludopatia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão sobre apostas também atravessou de uma semana para outra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na edição anterior do Radar, o assunto ganhou destaque após a aprovação, em primeiro turno, do Projeto de Lei nº 1.664/2026, que cria o <strong>Programa Municipal de Identificação, Acolhimento e Tratamento da Ludopatia</strong>. Markdown colado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta semana, o tema permaneceu relacionado aos debates legislativos, mostrando como as apostas deixaram de ser tratadas apenas como entretenimento ou questão econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A preocupação com dependência, endividamento e consequências familiares ampliou a dimensão do assunto. Com isso, as bets passaram também para o campo da saúde pública e das políticas municipais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A permanência do tema por mais de uma semana é significativa para o Radar. Alguns assuntos surgem e desaparecem rapidamente das redes. Outros permanecem porque atingem problemas que continuam sem resposta definitiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Emprego entra no radar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nem tudo foi eleição, trânsito e política. As oportunidades de trabalho também despertaram interesse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim de setembro, foi divulgado processo seletivo da Prefeitura de João Monlevade para contratação de <strong>motorista</strong>, com inscrições previstas entre 5 e 13 de outubro. Markdown colado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a semana terminou com novas oportunidades regionais entrando no radar para os primeiros dias de outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema costuma gerar procura imediata porque combina informação de serviço com uma das principais preocupações das famílias: emprego e renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, processos seletivos, concursos e novas vagas continuam merecendo acompanhamento permanente, principalmente quando oferecem oportunidades diretamente em João Monlevade e nas cidades próximas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cultura encontra espaço em uma semana política</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com a reta final das eleições concentrando grande parte das atenções, cultura e educação também encontraram espaço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Coral Monlevade Encanto</strong>, formado por estudantes da rede municipal, representou João Monlevade na XXIII edição do Encanta Lafaiete. A participação foi divulgada durante a semana e colocou a produção cultural dos estudantes em evidência. Markdown colado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na região, São Gonçalo do Rio Abaixo também entrou no radar com a preparação da <strong>1ª Semana do Violão</strong>, programada para os primeiros dias de outubro, reunindo concertos, palestras e atividades formativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São assuntos com repercussão diferente de uma eleição ou de um acidente grave, mas ajudam a mostrar uma cidade e uma região que continuam produzindo atividades culturais mesmo durante semanas dominadas por grandes acontecimentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O retrato da semana</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 27 de setembro e 3 de outubro, João Monlevade viveu principalmente a expectativa das <strong>Eleições 2026</strong>. Conforme a votação se aproximava, campanha, locais de votação, regras e transporte gratuito passaram a dividir espaço nas redes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fora da política, entretanto, a <strong>BR-381 voltou a produzir uma notícia trágica</strong>, com mais uma morte e interdição. Mobilidade também apareceu na discussão sobre estacionamento rotativo, enquanto emprego, ludopatia e cultura ampliaram o conjunto de assuntos acompanhados pelos moradores. Esse cruzamento entre política e cotidiano resume bem o período. Markdown colado</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado das eleições não entra neste Radar. Ele abre um novo capítulo. A partir de 4 de outubro, a conversa deixa de ser sobre expectativa e passa a ser sobre aquilo que as urnas revelaram — inclusive as diferenças entre João Monlevade, o Médio Piracicaba e Minas Gerais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E você, o que mais acompanhou nas redes entre 27 de setembro e 3 de outubro? A reta final das eleições dominou sua atenção? O novo acidente na BR-381 voltou a preocupar? O transporte gratuito facilitou o planejamento para votar? E o possível retorno do estacionamento rotativo pode melhorar ou complicar a mobilidade em João Monlevade?</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Leia também</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Acidente entre caminhonete e carreta deixa motorista morto na BR-381 em João Monlevade</strong><br><a href="https://ofato.news/acidente-br-381-joao-monlevade-motorista-morto/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/acidente-br-381-joao-monlevade-motorista-morto/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Eleições 2026: veja os 29 locais de votação e o que o eleitor de João Monlevade precisa saber</strong><br><a href="https://ofato.news/locais-de-votacao-joao-monlevade-eleicoes-2026/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/locais-de-votacao-joao-monlevade-eleicoes-2026/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Transporte gratuito nas eleições atenderá pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em João Monlevade</strong><br><a href="https://ofato.news/transporte-gratuito-eleicoes-2026-joao-monlevade/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/transporte-gratuito-eleicoes-2026-joao-monlevade/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Radar nas Redes | 21 a 26 de setembro: IFMG, empregos, segurança e educação movimentam João Monlevade</strong><br><a href="https://ofato.news/radar-nas-redes-21-26-setembro-2026/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/radar-nas-redes-21-26-setembro-2026/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Radar nas Redes | 14 a 20 de setembro: acidente na BR-381, vagas de emprego e transporte dominam a semana em João Monlevade</strong><br><a href="https://ofato.news/radar-nas-redes-14-20-setembro-2026/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/radar-nas-redes-14-20-setembro-2026/</a></p>



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		<title>Totem e tabu: o desejo, o ato e a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno</title>
		<link>https://ofato.news/totem-e-tabu-eleicoes-2026-freud-ato-eleitoral/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Elizeu Assis - Jornalista 0018323/MG]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 15:17:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma leitura psicanalítica das eleições de 2026, das bets, do futebol e daquilo que talvez a política não estivesse conseguindo escutar Há resultados eleitorais que parecem encontrar explicações suficientes na economia, na organização partidária, nas pesquisas de opinião, nas redes sociais ou nos acontecimentos de uma campanha. Outros deixam um resto. Alguma coisa permanece depois [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma leitura psicanalítica das eleições de 2026, das bets, do futebol e daquilo que talvez a política não estivesse conseguindo escutar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Há resultados eleitorais que parecem encontrar explicações suficientes na economia, na organização partidária, nas pesquisas de opinião, nas redes sociais ou nos acontecimentos de uma campanha. Outros deixam um resto. Alguma coisa permanece depois das tabelas, dos percentuais e dos mapas eleitorais, como se os números revelassem, somente depois do acontecimento, que uma parcela da sociedade estava dizendo algo que os instrumentos disponíveis não conseguiam escutar inteiramente. A vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição presidencial de 2026 permite formular essa pergunta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com 99,99% das urnas apuradas na madrugada de 5 de outubro, Flávio Bolsonaro aparecia com 56.104.268 votos, correspondentes a 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva tinha 53.876.617 votos, ou 45,16%. A diferença superava 2,2 milhões de votos e levava os dois candidatos ao segundo turno. O resultado oficial constitui o ponto de partida desta reflexão, não sua explicação. Uma eleição dessa dimensão não pode ser atribuída a uma única causa. Economia, segurança pública, avaliação do governo, religião, identificação ideológica, rejeição aos candidatos, redes sociais, organização partidária e inúmeros fatores individuais participam da decisão eleitoral. A psicanálise não substitui a ciência política, a sociologia nem as pesquisas de opinião. Seu lugar, neste ensaio, é outro: perguntar pelo resto, por aquilo que eventualmente escapa à explicação consciente e, sobretudo, pelo que já estava acontecendo antes de o resultado se tornar evidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta é freudiana porque parte de uma suspeita fundamental: <strong>o sujeito não coincide integralmente com aquilo que diz sobre si mesmo</strong>. <strong>Entre intenção, desejo e ato existe uma distância</strong>. Isso não significa afirmar que o eleitor minta quando responde a uma pesquisa. Significa apenas reconhecer que aquilo que alguém fará no futuro não se reduz necessariamente à representação consciente que possui no presente. Uma pesquisa pergunta o que o eleitor pretende fazer; uma campanha disputa sua interpretação da realidade; um mercado de previsão negocia expectativas sobre aquilo que poderá acontecer; nenhurna, porém, registra exatamente aquilo que o eleitor efetivamente fez. Há uma diferença entre essas operações, e é justamente o ato que interessa à leitura psicanalítica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cronologia das semanas anteriores à votação exige, entretanto, uma análise mais cuidadosa da possível relação entre as bets e o movimento eleitoral. A Medida Provisória que estabeleceu a proibição somente foi editada em 25 de setembro, mas o conflito político e social em torno das apostas não começou naquele dia. <strong>A possibilidade de uma intervenção do governo já circulava anteriormente no debate público e, em 17 de setembro, tornou-se pública a informação de que o governo preparava uma medida contra os jogos on-line, embora naquele momento ainda se discutisse a preservação das apostas esportivas e dos patrocínios aos clubes. </strong>Poucos dias depois, em 20 de setembro, os mercados internacionais de previsão passaram a sinalizar de maneira expressiva uma expectativa favorável a Flávio Bolsonaro: a Kalshi atribuía 59% de probabilidade de vitória a Flávio e 42% a Lula, enquanto o Polymarket indicava 58% para Flávio. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses percentuais não eram pesquisas eleitorais nem mediam intenção de voto, mas revelavam que participantes desses mercados já negociavam uma expectativa de resultado diferente daquela que ainda predominava em parte do debate público. <strong>A simultaneidade desses acontecimentos não autoriza afirmar que a discussão sobre as bets tenha provocado o deslocamento eleitoral, mas tampouco permite descartá-la simplesmente porque a proibição formal ocorreu depois.</strong> Fazer isso significaria reduzir todo o fenômeno à data do ato jurídico e ignorar que uma interdição pode começar a produzir efeitos sociais e simbólicos quando surge como possibilidade, antes de se transformar efetivamente em lei. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema, portanto, não consiste em escolher antecipadamente entre afirmar ou negar uma relação causal. Consiste em investigar um processo no qual o deslocamento eleitoral, a circulação pública da possibilidade de restrição às apostas, a movimentação dos mercados de previsão e, posteriormente, a proibição efetiva ocorreram dentro de uma mesma conjuntura. É justamente essa temporalidade que interessa à hipótese psicanalítica: antes de a autoridade pronunciar definitivamente o “não”, a possibilidade da interdição já pode existir no campo social, ser antecipada pelos sujeitos e participar de conflitos que encontram nela uma forma de representação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse ponto que <em>Totem e Tabu</em> se torna especialmente provocador. No mito construído por Freud, os filhos vivem submetidos ao pai da horda primeva, que concentra poder, autoridade e acesso privilegiado à satisfação. Esse pai ocupa uma posição profundamente ambivalente. <strong>Os filhos o admiram e desejam ser como ele, ao mesmo tempo que o odeiam porque ele representa o obstáculo à realização de seus próprios desejos. Amor, identificação, inveja, admiração e hostilidade coexistem</strong>. O pai não é apenas aquele contra quem os filhos se revoltam; é também aquele com quem se identificam.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os irmãos finalmente se unem, matam o pai e o devoram</strong>. O ato parece, inicialmente, realizar a libertação desejada. O obstáculo foi eliminado. Mas é justamente depois do parricídio que começa o verdadeiro problema freudiano.<strong> A morte do pai satisfaz o ódio, mas não elimina o amor nem a admiração.</strong> A ambivalência permanece, e aquilo que parecia resolvido pela eliminação física retorna sob outra forma. <strong>Surge o remorso, aparece a culpa e os filhos passam a impor a si próprios aquilo que anteriormente lhes era imposto pela presença paterna.</strong> Freud chama esse movimento de obediência posterior. <strong>O paradoxo é extraordinário: o pai morto pode tornar-se mais poderoso do que o pai vivo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A consequência é decisiva. Matar o pai não significa necessariamente libertar-se dele. Pode significar interiorizá-lo. A autoridade que estava fora passa a operar dentro; a presença transforma-se em memória, o indivíduo converte-se em símbolo e aquilo que era imposição pessoal pode adquirir a forma de lei. <strong>O pai pode desaparecer enquanto pessoa e permanecer enquanto representação.</strong> É nesse movimento que o totem adquire sua importância: alguma coisa daquele que foi eliminado continua organizando simbolicamente a comunidade que acreditava ter se libertado dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa construção oferece uma chave interessante para pensar o ato político, desde que não confundamos analogia psicanalítica com explicação causal da eleição. <strong>Uma eleição também possui um antes, um momento do ato e um depois. </strong>Antes do voto existem fantasia, expectativa, identificação, esperança, ressentimento, medo, <strong>desejo de continuidade e desejo de ruptura</strong>. O eleitor imagina aquilo que poderá acontecer se determinada autoridade permanecer ou for retirada. Em seguida chega a urna e ocorre uma mudança fundamental: <strong>o sujeito deixa de responder à pergunta sobre aquilo que pretende fazer e efetivamente faz.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cabine eleitoral acentua essa particularidade porque <strong>o ato é individual e secreto.</strong> Não há entrevistador, chefe, familiar, seguidor de rede social ou integrante de um grupo de WhatsApp observando diretamente a escolha. Existe o eleitor diante da urna. A pesquisa registra uma declaração sobre um ato futuro; a urna registra o ato realizado. Isso não torna a urna uma espécie de acesso mágico ao inconsciente, mas estabelece uma diferença importante entre representação e ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Totem e Tabu</em>, entretanto, obriga-nos a ir além. <strong>O problema não termina no ato.</strong> No mito freudiano, é justamente depois do parricídio que os irmãos precisam enfrentar aquilo que não haviam antecipado. A fantasia de libertação encontra as consequências daquilo que efetivamente fizeram. Algo semelhante, em escala completamente diferente, pode ser pensado em relação aos atos políticos. <strong>Antes de uma escolha existe a possibilidade; depois dela existe uma realidade que o próprio ato ajudou a produzir.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que um segundo ato nunca acontece exatamente nas mesmas condições do primeiro, porque entre ambos ocorreu o primeiro ato. Não se trata de afirmar que o eleitor necessariamente se arrependerá ou mudará sua escolha. Freud não oferece uma máquina de previsão eleitoral. <strong>O sujeito pode confirmar integralmente aquilo que fez anteriormente. Pode inclusive fortalecer sua identificação. Mas também pode reinterpretar o próprio ato, confrontar consequências que antes existiam apenas como hipótese, experimentar satisfação, medo, ambivalência ou arrependimento.</strong> O ponto teórico é mais elementar: entre dois atos existe tempo, e o tempo modifica as condições simbólicas em que o segundo ato acontece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa questão se torna particularmente interessante numa eleição realizada em dois turnos. <strong>O segundo turno não é simplesmente o primeiro com menos candidatos. Entre uma votação e outra existe um acontecimento que não pode ser apagado: a sociedade conhece o resultado do primeiro turno. </strong>Aquilo que anteriormente era apenas uma possibilidade converteu-se em realidade eleitoral. O eleitor que volta à urna não é obrigado a modificar sua decisão, mas já não escolhe diante do mesmo cenário simbólico. O resultado anterior passou a integrar a realidade diante da qual ele realiza o novo ato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse ponto que aparece outra dimensão essencial do mito freudiano. Depois de eliminar o pai, os irmãos descobrem que nenhum deles pode simplesmente apropriar-se sozinho do lugar deixado vazio. Se um deles tentar transformar-se no novo pai absoluto, o conflito entre os irmãos recomeça. A saída imaginada por Freud passa pela renúncia compartilhada: aquilo que antes dependia da força de um pai exterior precisa converter-se em regra da comunidade. A autoridade pessoal transforma-se em lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A passagem é politicamente provocadora porque permite distinguir duas experiências muito diferentes do limite. <strong>Na primeira,</strong> o sujeito vive a proibição como vontade particular de uma autoridade: alguém me diz que não posso. <strong>Na segunda</strong>, o limite aparece como condição compartilhada da convivência: todos renunciamos a alguma coisa porque nenhum de nós pode ocupar sozinho o lugar absoluto do poder. O problema deixa então de ser simplesmente substituir um pai por outro. A possibilidade de uma comunidade dos irmãos surge quando o lugar da lei deixa de pertencer definitivamente a qualquer um deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aproximação com a democracia deve ser feita com cuidado, porque Freud não estava escrevendo uma teoria constitucional. Ainda assim, a analogia é fértil. Em uma democracia, o governante ocupa temporariamente o lugar da autoridade e pode ser substituído sem que a ordem política precise desaparecer com ele. Outro indivíduo assume a função, enquanto a lei deveria permanecer acima de ambos. Uma democracia, nessa perspectiva, não se sustentaria na existência de um pai indispensável, mas justamente na possibilidade de substituí-lo sem destruir a comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Freud, contudo, introduz uma complicação. <strong>O pai pode desaparecer fisicamente e continuar existindo simbolicamente.</strong> É nesse ponto que <em>Psicologia das Massas e Análise do Eu</em> complementa <em>Totem e Tabu</em>. A identificação constitui uma das formas fundamentais de vínculo afetivo. O líder não é necessariamente apenas alguém a quem o grupo obedece. Pode ocupar o lugar de ideal e participar da própria constituição da identidade dos indivíduos que se reconhecem naquele grupo. Por isso, <strong>retirar um líder da cena não significa necessariamente dissolver aquilo que se organizou em torno dele</strong>. A pessoa pode sair, enquanto permanecem o nome, os símbolos, as narrativas, os afetos e os vínculos estabelecidos entre aqueles que se identificavam por meio dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa questão inevitavelmente aparece quando o caso brasileiro de 2026 é utilizado como ilustração. Flávio Bolsonaro não chegou à eleição como um nome sem história política. O sobrenome já estava associado a uma identidade política anteriormente constituída em torno de Jair Bolsonaro. Isso não significa que os mais de 56 milhões de votos recebidos por Flávio tenham uma motivação única, nem permite concluir que todos os seus eleitores tenham simplesmente transferido para ele uma identificação com seu pai. A pergunta psicanalítica é mais restrita: <strong>uma identificação política construída em torno de determinado líder pode sobreviver à ausência desse líder e encontrar outro representante?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se isso ocorre em alguma medida, o problema deixa de ser apenas a pessoa do pai e passa a envolver aquilo que o pai representa. O totem, nesse sentido, não é simplesmente o pai original. É aquilo que possibilita que alguma coisa dele continue operando quando ele próprio já não ocupa diretamente o lugar. O nome pode sobreviver ao indivíduo; a identificação pode sobreviver à presença; o símbolo pode permanecer depois que aquele que inicialmente o encarnava deixou a cena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse contexto mais amplo que a questão das bets precisa retornar ao ensaio. Quando o governo decidiu proibir as apostas on-line em 25 de setembro, a movimentação eleitoral já apresentava sinais anteriores. Em 20 de setembro, como vimos, <strong>os mercados de previsão</strong> já atribuíam maior probabilidade de vitória a Flávio. Portanto, <strong>a sequência segundo a qual primeiro teria ocorrido a proibição, depois a revolta e finalmente a virada eleitoral não se sustenta cronologicamente.</strong> O que merece investigação é um processo mais complexo, no qual uma insatisfação anterior e um deslocamento eleitoral já estavam presentes quando a possibilidade de interdição começou a circular, os mercados de previsão passaram a registrar outra expectativa, a interdição tornou-se efetiva, o futebol reagiu e, finalmente, ocorreu o ato eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa diferença modifica profundamente a função das bets na interpretação. <strong>Elas deixam de ser apresentadas como causa presumida da mudança e passam a ser consideradas como um possível objeto de condensação.</strong> Em torno das apostas já estavam reunidos dinheiro, risco, prazer, esperança, compulsão, tecnologia, futebol e fantasia de enriquecimento. Quando o Estado intervém, um novo elemento é introduzido nessa relação: a lei. O conflito deixa de envolver somente o sujeito e seu objeto de satisfação. Surge uma autoridade que estabelece um limite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É novamente <em>Totem e Tabu</em>. <strong>A lei não precisa criar o desejo; ela encontra um desejo que já existe.</strong> A proibição possui sentido justamente porque há alguma coisa cuja satisfação se pretende limitar. E retirar um objeto desejado pode produzir uma reação que não coincide necessariamente com a avaliação racional que o próprio sujeito faz desse objeto. Alguém pode reconhecer que determinado comportamento lhe causa prejuízo e, simultaneamente, ressentir-se daquele que o impede de realizá-lo. <strong>Pode desejar proteção e rejeitar o protetor, pedir limites e odiar quem os estabelece. É a ambivalência que Freud encontrou na relação com a autoridade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O futebol acrescentou uma dimensão particular a esse processo porque as bets não estavam apenas nos celulares dos apostadores. Estavam nas camisas, nos estádios, nas transmissões e no financiamento de alguns dos maiores clubes brasileiros. <strong>Depois da proibição, equipes da Série A argumentaram que perderiam receitas relevantes; a Reuters registrou que os clubes haviam recebido aproximadamente R$ 1 bilhão em publicidade de empresas de apostas em 2025, cerca de 10% de suas receitas recorrentes</strong>. A discussão, portanto, ultrapassava a relação individual entre apostador e plataforma e alcançava instituições que funcionam como poderosos objetos de identificação coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O torcedor oferece um exemplo cotidiano dessa identificação. Ele raramente se limita a dizer que seu clube venceu. Frequentemente diz que “nós vencemos”. Esse pequeno pronome revela uma operação importante: algo exterior ao indivíduo foi incorporado à sua identidade. A vitória do clube é experimentada como nossa vitória; sua derrota pode ser sentida como nossa derrota. Isso não demonstra que a proibição das bets tenha determinado votos de torcedores, e qualquer afirmação dessa natureza exigiria evidências que não possuímos. Mostra apenas que a decisão alcançou um campo no qual economia e identificação coletiva já estavam profundamente misturadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cautela é indispensável justamente para preservar a força da hipótese psicanalítica. Não precisamos afirmar que as bets decidiram a eleição, nem atribuir a milhões de eleitores um mesmo desejo inconsciente. Também não precisamos transformar o Brasil inteiro em um único sujeito colocado no divã. A pergunta pode ser muito mais rigorosa: <strong>como uma insatisfação anteriormente dispersa encontra objetos através dos quais consegue representar-se? </strong>Um acontecimento pode não criar uma insatisfação e, ainda assim, oferecer-lhe uma linguagem, um símbolo ou um objeto em torno do qual afetos diferentes passam a organizar-se.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mas o movimento decisivo de <em>Totem e Tabu</em> ainda está por acontecer, porque a história de Freud não termina quando os filhos matam o pai.</strong> Eles descobrem que continuam precisando organizar sua relação com aquilo que ele representava. <strong>O pai retorna como totem, a proibição reaparece como regra e a autoridade pode reaparecer como consciência.</strong> A comunidade precisa então enfrentar uma alternativa: procurar outro pai que ocupe o mesmo lugar ou construir uma ordem na qual nenhum dos irmãos possa transformar-se no pai absoluto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez esteja aí a questão política mais fecunda sugerida pela obra. <strong>Derrubar o pai não significa necessariamente superar o pai. Sua ausência pode fortalecer o símbolo. A tentativa de destruí-lo pode contribuir para sua transformação em totem.</strong> Outro personagem pode ocupar seu lugar, preservando essencialmente a mesma estrutura. A ruptura mais profunda somente se torna possível quando a comunidade reconhece que o lugar da lei não pertence definitivamente a nenhum de seus integrantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, atos eleitorais sucessivos não deveriam ser pensados simplesmente como repetição. <strong>Entre um voto e outro há tempo, e nesse intervalo existe elaboração</strong>. O eleitor pode confirmar sua escolha anterior, reconsiderá-la, reinterpretá-la ou fortalecer sua identificação. Nenhuma dessas possibilidades pode ser deduzida de Freud, mas todas são compatíveis com a concepção de um sujeito que não permanece imóvel diante das consequências simbólicas de seus próprios atos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É precisamente por isso que o primeiro turno de 2026 pode ser tomado como ilustração, e não como demonstração da teoria. O resultado oficial colocou Flávio Bolsonaro à frente de Lula e produziu uma realidade que não existia da mesma maneira antes de 4 de outubro. <strong>A sociedade que participa do segundo turno já conhece o resultado do primeiro. Isso não permite prever o que acontecerá depois, mas significa que o próximo ato ocorrerá diante de uma realidade modificada pelo ato anterior.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão psicanalítica, portanto, não deveria ser apenas por que Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno, nem se as bets explicam o resultado. A pergunta é simultaneamente anterior e posterior: o que já estava acontecendo antes do ato e o que passa a acontecer depois que esse ato foi realizado?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Antes dele havia discurso, desejo, identificação, ressentimento, esperança, proibição e fantasia. Depois dele existe uma nova realidade. É diante dessa realidade que qualquer ato posterior acontecerá.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez seja essa a contribuição mais provocadora de <em>Totem e Tabu</em> para pensar a política. O acontecimento decisivo não é simplesmente a morte do pai, mas aquilo que os filhos fazem depois dela. Se procuram imediatamente outro pai, a estrutura permanece. Se transformam o pai morto em um totem intocável, ele pode tornar-se ainda mais poderoso. Se cada irmão tenta ocupar sozinho o lugar deixado vazio, a luta recomeça. A ruptura somente adquire outro significado quando se torna possível reconhecer que o lugar da lei não pertence definitivamente a nenhum deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Freud não oferece uma resposta eleitoral para essas perguntas. Muito menos permite transformar a psicanálise em instrumento de previsão do segundo turno. Mas sua teoria impede também que tratemos o primeiro ato como destino. O voto realizado em 4 de outubro produziu uma realidade que antes existia apenas como possibilidade e, ao fazê-lo, modificou as próprias condições nas quais o próximo voto será realizado. Quem retorna à urna já conhece o resultado do primeiro turno, sabe quem ficou à frente, percebe com maior nitidez a possibilidade concreta de vitória de cada candidato e pode confrontar aquilo que antes era expectativa com aquilo que agora se apresenta como realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É precisamente nesse intervalo entre um ato e outro que a questão freudiana se torna mais interessante. Em <em>Totem e Tabu</em>, o ato não encerra o conflito. Ao contrário, produz novas condições psíquicas. Depois da satisfação da hostilidade contra o pai, reaparecem os sentimentos afetivos que coexistiam com ela; surge o remorso, constitui-se a culpa e aquilo que parecia ter sido resolvido pelo ato retorna sob outra forma. O pai morto pode, então, tornar-se mais poderoso do que o pai vivo. Não há razão para transportar mecanicamente esse processo para uma eleição, mas há nele uma advertência importante: realizar um desejo e imaginar sua realização não são experiências idênticas. Entre uma coisa e outra existe o encontro com as consequências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente por isso que o resultado do primeiro turno não permite deduzir automaticamente o resultado do segundo. Flávio Bolsonaro chegar à frente transforma sua vitória, antes apenas possível, em uma possibilidade concreta de poder. Para alguns eleitores, essa concretização pode reforçar a escolha já realizada; para outros, pode produzir novas avaliações, ambivalências ou reposicionamentos. O mesmo vale para Lula: sua passagem ao segundo turno e a nova configuração da disputa podem reorganizar identificações e escolhas de eleitores que, no primeiro turno, votaram em outros candidatos, anularam o voto, votaram em branco ou não compareceram. Nada disso demonstra que ocorrerá uma virada. Mostra apenas por que ela permanece teoricamente possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma eventual mudança do resultado, portanto, não precisaria ser interpretada como contradição do eleitor. Poderia ser compreendida como consequência da própria temporalidade do ato. O primeiro voto respondeu a uma determinada configuração política; o segundo responderá a outra, criada em parte pelo próprio primeiro turno. <strong>Entre ambos há informação nova, percepção das consequências, reorganização das alternativas e elaboração</strong>. O sujeito que retorna à urna pode ser o mesmo, mas a situação diante da qual decide já não é.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez esteja aí a questão mais instigante deixada por <em>Totem e Tabu</em>. <strong>O desejo pode conduzir ao ato, mas o ato não encerra o desejo.</strong> <strong>Ele produz consequências que retornam sobre o próprio sujeito e podem reorganizar sua relação com aquilo que desejava.</strong> É por isso que a história freudiana verdadeiramente começa depois da morte do pai: somente então <strong>os irmãos precisam descobrir o que significa viver na realidade que seu próprio ato produziu.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro turno brasileiro pode ser pensado, com todas as cautelas necessárias, a partir dessa temporalidade. A urna de 4 de outubro mostrou aquilo que os eleitores fizeram. <strong>A urna seguinte mostrará o que fizeram depois de saber o que haviam feito coletivamente na primeira. Pode haver repetição, reforço ou deslocamento. </strong>Uma vitória de Flávio Bolsonaro confirmaria o primeiro movimento; uma eventual virada de Lula mostraria que entre os dois atos ocorreu uma reorganização suficientemente grande para modificar o resultado. Nenhuma das duas possibilidades pode ser deduzida da psicanálise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É exatamente por isso que o segundo turno se torna teoricamente tão interessante. A pergunta já não é apenas por que Flávio Bolsonaro ficou à frente no primeiro ato. É saber <strong>o que acontece com o desejo depois que ele encontra a possibilidade concreta de sua realização</strong>. Talvez o resultado seguinte nos permita compreender melhor o primeiro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Leia também</h3>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nota:</strong> As reflexões e ideias desenvolvidas neste texto foram enriquecidas pela profícua interlocução com o advogado <strong>Dr. Sandro Roberto de Almeida</strong>, a quem agradeço pela generosa troca de ideias e pelas contribuições ao debate.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://ofato.news/totem-e-tabu-eleicoes-2026-freud-ato-eleitoral/">Totem e tabu: o desejo, o ato e a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno</a> aparece primeiro em <a href="https://ofato.news">O Fato News</a>.</p>
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		<title>Lula vence em 15 de 17 cidades analisadas do Médio Piracicaba, mas perde em João Monlevade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elizeu Assis - Jornalista 0018323/MG]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 03:49:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Petista soma 48,72% dos votos válidos na região e abre 15,5 mil votos de vantagem; Flávio Bolsonaro vence apenas em João Monlevade e São Gonçalo do Rio Abaixo O primeiro turno da eleição presidencial de 2026 desenhou um mapa eleitoral particular no Médio Piracicaba. Enquanto Flávio Bolsonaro (PL) venceu em Minas Gerais, Lula (PT) ficou [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://ofato.news/resultado-eleicoes-medio-piracicaba-lula-flavio/">Lula vence em 15 de 17 cidades analisadas do Médio Piracicaba, mas perde em João Monlevade</a> aparece primeiro em <a href="https://ofato.news">O Fato News</a>.</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Petista soma 48,72% dos votos válidos na região e abre 15,5 mil votos de vantagem; Flávio Bolsonaro vence apenas em João Monlevade e São Gonçalo do Rio Abaixo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro turno da eleição presidencial de 2026 desenhou um mapa eleitoral particular no Médio Piracicaba. Enquanto Flávio Bolsonaro (PL) venceu em Minas Gerais, Lula (PT) ficou à frente em <strong>15 dos 17 municípios da região analisados pelo O Fato</strong>. No agregado regional, o petista também abriu uma vantagem superior a 15 mil votos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somados os resultados dos 17 municípios, Lula recebeu <strong>111.080 votos</strong>, enquanto Flávio alcançou <strong>95.546</strong>. A diferença foi de <strong>15.534 votos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando os <strong>227.978 votos válidos</strong> registrados no conjunto dos municípios, Lula alcançou aproximadamente <strong>48,72%</strong>, contra <strong>41,91%</strong> de Flávio. Os demais candidatos, juntos, ficaram com cerca de 9,37%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a distribuição territorial revela contrastes importantes. Lula ultrapassou 50% em 12 dos 17 municípios. Flávio venceu somente em João Monlevade e São Gonçalo do Rio Abaixo. Além disso, em São Gonçalo, a diferença foi de apenas cinco votos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">João Monlevade aparece como a principal exceção regional. No município, Flávio venceu por 2.253 votos e obteve resultado muito próximo daquele registrado no conjunto de Minas Gerais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Lula vence em 15 das 17 cidades</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O placar municipal mostra a dimensão territorial da vantagem de Lula. O candidato do PT venceu em <strong>Alvinópolis, Bela Vista de Minas, Barão de Cocais, Bom Jesus do Amparo, Catas Altas, Dionísio, Dom Silvério, Itabira, Nova Era, Rio Piracicaba, Santa Bárbara, Santa Maria de Itabira, São Domingos do Prata, São José do Goiabal e Sem-Peixe</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Flávio venceu apenas em <strong>João Monlevade e São Gonçalo do Rio Abaixo</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, mesmo essas duas vitórias apresentam características muito diferentes. Em São Gonçalo, foram 4.113 votos para Flávio e 4.108 para Lula — apenas cinco votos de diferença. Em João Monlevade, a vantagem de Flávio chegou a 2.253 votos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quadro 1 — Lula × Flávio nos 17 municípios</h3>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><th>Município</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Lula</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Flávio Bolsonaro</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Diferença</th></tr><tr><td>Sem-Peixe</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>60,70%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">31,78%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +28,92 p.p.</strong></td></tr><tr><td>São José do Goiabal</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>60,24%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">33,22%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +27,02 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Alvinópolis</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>59,98%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">33,63%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +26,35 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Santa Maria de Itabira</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>58,63%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">34,03%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +24,60 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Dom Silvério</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>57,45%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">35,58%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +21,87 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Bela Vista de Minas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>56,22%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">36,94%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +19,28 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Dionísio</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>55,26%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">39,42%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +15,84 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Nova Era</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>54,24%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">37,54%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +16,70 p.p.</strong></td></tr><tr><td>São Domingos do Prata</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>53,56%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">38,69%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +14,87 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Santa Bárbara</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>52,97%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">36,07%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +16,90 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Rio Piracicaba</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>52,18%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">39,07%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +13,11 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Bom Jesus do Amparo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>51,73%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">37,49%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +14,24 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Catas Altas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>45,76%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">39,12%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +6,64 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Itabira</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>45,78%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">43,86%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +1,92 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Barão de Cocais</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>44,71%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">44,00%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +0,71 p.p.</strong></td></tr><tr><td>São Gonçalo do Rio Abaixo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">45,57%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>45,62%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Flávio +0,05 p.p.</strong></td></tr><tr><td>João Monlevade</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">43,00%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>48,10%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Flávio +5,10 p.p.</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O mapa mostra que a vantagem de Lula não se limita a uma ou duas cidades. Ela se espalha por praticamente toda a região. Ao mesmo tempo, existem diferenças consideráveis na intensidade dessa vantagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sem-Peixe dá a Lula seu melhor resultado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O maior percentual de Lula entre os 17 municípios apareceu em <strong>Sem-Peixe</strong>. O petista recebeu 60,70% dos votos válidos, contra 31,78% de Flávio. A diferença alcançou expressivos <strong>28,92 pontos percentuais</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo depois aparece São José do Goiabal. Lula obteve 60,24%, enquanto Flávio ficou com 33,22%. A vantagem chegou a 27,02 pontos. Alvinópolis, oucupa a terceira posição com um resultado bastante expressivo: 59,98% para Lula e 33,63% para Flávio.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quadro 2 — Onde Lula foi mais forte</h3>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><th class="has-text-align-center" data-align="center">Posição</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Município</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Lula</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Flávio</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Vantagem</th></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1º</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Sem-Peixe</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>60,70%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">31,78%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>+28,92 p.p.</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">2º</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">São José do Goiabal</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>60,24%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">33,22%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>+27,02 p.p.</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">3º</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Alvinópolis</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>59,98%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">33,63%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>+26,35 p.p.</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">4º</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Santa Maria de Itabira</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>58,63%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">34,03%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>+24,60 p.p.</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">5º</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Dom Silvério</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>57,45%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">35,58%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>+21,87 p.p.</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">6º</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Bela Vista de Minas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>56,22%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">36,94%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>+19,28 p.p.</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">7º</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Dionísio</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>55,26%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">39,42%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>+15,84 p.p.</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, Lula ultrapassou 55% em sete municípios. Em Sem-Peixe e São José do Goiabal, passou dos 60%.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Lula supera 50% em 12 municípios</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro indicador mostra a extensão da vantagem petista. Lula conquistou <strong>mais da metade dos votos válidos em 12 dos 17 municípios</strong>: Sem-Peixe, São José do Goiabal, Alvinópolis, Santa Maria de Itabira, Dom Silvério, Bela Vista de Minas, Dionísio, Nova Era, São Domingos do Prata, Santa Bárbara, Rio Piracicaba e Bom Jesus do Amparo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outros três — Catas Altas, Itabira e Barão de Cocais — venceu sem alcançar a maioria absoluta dos votos válidos. <strong>Somente João Monlevade e São Gonçalo deram vitória a Flávio.</strong> Isso significa que Lula venceu em <strong>88,2% dos municípios</strong> do recorte regional.</p>



<h2 class="wp-block-heading">João Monlevade é a principal exceção</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>João Monlevade se destaca no mapa regional porque apresenta o resultado mais favorável a Flávio.</strong> Dos 44.190 votos válidos, o candidato do PL recebeu <strong>21.256</strong>, equivalentes a 48,10%. Lula obteve <strong>19.003 votos</strong>, ou 43%. Assim, Flávio abriu <strong>2.253 votos e 5,10 pontos percentuais</strong> de vantagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comportamento monlevadense ficou muito próximo daquele registrado no conjunto de Minas Gerais. No estado, Flávio terminou o primeiro turno com cerca de 48,24%, enquanto Lula ficou próximo de 43,33%.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quadro 3 — Médio Piracicaba, Minas e Brasil</h3>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><th>Território</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Lula</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Flávio</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Saldo</th></tr><tr><td>Médio Piracicaba — 17 municípios</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>48,72%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">41,91%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +6,81 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Minas Gerais</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">43,33%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>48,24%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Flávio +4,91 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Brasil</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">45,16%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>47,03%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Flávio +1,87 p.p.</strong></td></tr><tr><td>João Monlevade</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">43,00%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>48,10%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Flávio +5,10 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Itabira</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>45,78%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">43,86%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +1,92 p.p.</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A comparação produz uma das principais conclusões da eleição regional. O Médio Piracicaba votou de maneira diferente do conjunto de Minas Gerais.<strong> João Monlevade, porém, acompanhou quase exatamente o padrão estadual.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Itabira e João Monlevade apontam direções diferentes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre João Monlevade e Itabira também merece atenção. Os dois municípios concentram grande parcela dos eleitores da região. Contudo, deram vitória a candidatos diferentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em João Monlevade, Flávio recebeu 21.256 votos e Lula, 19.003. </strong>A vantagem foi de 2.253 votos para o candidato do PL.  Já em Itabira, Lula obteve 30.883 votos contra 29.588 de Flávio. Assim, o petista venceu por 1.295 votos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quadro 4 — Os dois grandes polos regionais</h3>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><th>Município</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Lula</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Flávio</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Vencedor</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Diferença</th></tr><tr><td>Itabira</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>30.883 (45,78%)</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">29.588 (43,86%)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">+1.295</td></tr><tr><td>João Monlevade</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">19.003 (43,00%)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>21.256 (48,10%)</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Flávio</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">+2.253</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A margem entre os candidatos também revela a diferença. Itabira deu 1,92 ponto de vantagem a Lula.<strong> João Monlevade deu 5,10 pontos a Flávio.</strong> Portanto, há uma distância de aproximadamente <strong>sete pontos percentuais</strong> entre o comportamento eleitoral dos dois polos quando se considera a margem entre os candidatos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">São Gonçalo teve diferença de apenas cinco votos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora Flávio tenha vencido dois municípios, <strong>somente em João Monlevade sua vantagem foi expressiva</strong>. Em São Gonçalo do Rio Abaixo, o resultado foi praticamente um empate. Flávio recebeu <strong>4.113 votos</strong>, enquanto Lula obteve <strong>4.108</strong>. São apenas <strong>cinco votos de diferença</strong>, equivalentes a 0,05 ponto percentual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Barão de Cocais também terminou dividido, mas com Lula à frente. Foram 7.920 votos para o petista e 7.794 para Flávio — diferença de 126 votos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quadro 5 — Municípios mais equilibrados</h3>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><th>Município</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Lula</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Flávio</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Diferença</th></tr><tr><td>São Gonçalo do Rio Abaixo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4.108</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>4.113</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Flávio +5</strong></td></tr><tr><td>Barão de Cocais</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>7.920</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">7.794</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +126</strong></td></tr><tr><td>Itabira</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>30.883</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">29.588</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +1.295</strong></td></tr><tr><td>João Monlevade</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">19.003</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>21.256</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Flávio +2.253</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Esses números também indicam onde a disputa poderá ser mais sensível a mudanças de comparecimento e à transferência dos votos dados a outros candidatos no segundo turno.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Lula abre 15.534 votos na região</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A soma dos 17 municípios permite finalmente observar o Médio Piracicaba como conjunto.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quadro 6 — Resultado agregado do Médio Piracicaba</h3>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><th class="has-text-align-left" data-align="left">            Resultado regional</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Votos</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">% dos válidos</th></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Lula</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>111.080</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>48,72%</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Flávio Bolsonaro</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>95.546</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>41,91%</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">Outros candidatos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">21.352</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">9,37%</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Total de votos válidos</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>227.978</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>100%</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Vantagem de Lula sobre Flávio</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>15.534</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>6,81 p.p.</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, Lula não apenas venceu em 15 municípios. Também conquistou o maior número de votos quando toda a região é somada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua vantagem regional de 6,81 pontos contrasta diretamente com o resultado mineiro, no qual Flávio terminou aproximadamente cinco pontos à frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A distância entre esses dois comportamentos supera <strong>11 pontos percentuais</strong> quando se compara a margem Lula–Flávio no Médio Piracicaba com a margem estadual.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A região não reproduziu Minas Gerais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A principal conclusão territorial está justamente na comparação com o estado. Flávio venceu Minas. Lula, entretanto, venceu 15 dos 17 municípios do Médio Piracicaba e também ficou à frente no total de votos da região. Ao mesmo tempo, seria inadequado tratar todo o território como eleitoralmente uniforme.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>João Monlevade destoou claramente do conjunto.</strong> São Gonçalo ficou dividido ao meio. Itabira apresentou pequena vantagem de Lula. Barão de Cocais também ficou praticamente empatado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outro extremo, municípios como Sem-Peixe, São José do Goiabal, Alvinópolis, Santa Maria de Itabira e Dom Silvério deram vantagens superiores a 20 pontos ao petista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o primeiro turno revela pelo menos três comportamentos dentro do Médio Piracicaba: municípios com forte vantagem de Lula, cidades altamente competitivas e João Monlevade como principal território de vantagem de Flávio.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Segundo turno começa com região diferente do estado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os números do primeiro turno também oferecem uma referência importante para acompanhar a próxima etapa da eleição. Lula parte de uma vantagem regional de <strong>15.534 votos</strong>, enquanto Flávio chega ao segundo turno tendo vencido o maior colégio eleitoral de João Monlevade e ficado praticamente empatado em São Gonçalo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, mais de 21 mil votos válidos da região foram destinados a outros candidatos no primeiro turno. A distribuição desse eleitorado, somada à mobilização de quem não compareceu, poderá alterar o mapa em cada município.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro turno, contudo, deixa uma fotografia clara: <strong>Lula venceu amplamente no território do Médio Piracicaba, levando 15 das 17 cidades e 48,72% dos votos válidos da região. Flávio venceu apenas duas, mas uma delas é João Monlevade, um dos maiores colégios eleitorais regionais e o município que mais se aproximou do comportamento observado no conjunto de Minas Gerais.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="426" src="https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-1.png" alt="" class="wp-image-4099" style="width:800px;height:auto" srcset="https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-1.png 576w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-1-300x222.png 300w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">A derrota de Lula abre uma crise de identidade para o PT de João Monlevade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma contradição política difícil de ignorar no resultado das urnas em João Monlevade. O município é governado pelo PT, Laércio Ribeiro foi reeleito em 2024 com 61,02% dos votos válidos e, apenas dois anos depois, Lula perdeu a eleição presidencial na cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Flávio Bolsonaro recebeu 21.256 votos, ou 48,10% dos válidos. Lula ficou com 19.003, equivalentes a 43%. Foram 2.253 votos de diferença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado chama ainda mais atenção quando observado no contexto regional. Lula venceu em <strong>15 dos 17 municípios do Médio Piracicaba</strong>. João Monlevade foi uma das duas exceções e, entre elas, a única em que Flávio abriu uma vantagem significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a pergunta não é apenas por que Lula perdeu em João Monlevade. É preciso perguntar <strong>o que aconteceu com o PT de uma cidade que já foi uma de suas referências políticas e sindicais na região</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Laércio foi reeleito, mas isso não significou fortalecimento de Lula</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Seria um erro concluir que o PT desapareceu eleitoralmente em João Monlevade. Os números de 2024 demonstram o contrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Laércio Ribeiro conquistou 25.386 votos e foi reeleito com 61,02% dos votos válidos. Sua vitória, entretanto, ocorreu apoiada por uma coligação excepcionalmente ampla.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, a candidatura reuniu Republicanos, MDB, Podemos, Avante, Mobiliza, PSB, PSD, PSDB/Cidadania e PSOL/Rede. A vice-prefeita Dorinha Machado é do MDB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dimensão dessa aliança torna necessária outra pergunta: <strong>os 61% obtidos por Laércio em 2024 representavam a força eleitoral do PT ou uma maioria construída em torno do prefeito por uma coalizão que ultrapassava amplamente as fronteiras partidárias?</strong> O resultado presidencial de 2026 sugere que as duas coisas não podem ser tratadas como equivalentes. Laércio conseguiu formar uma maioria eleitoral ampla. Lula não.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Federação e governo: outra questão a ser examinada</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Existe ainda uma questão interna que merece apuração.<strong> PT, PCdoB e PV disputam eleições nacionalmente como integrantes da mesma federação. Em João Monlevade, os três também integraram formalmente a coligação que reelegeu Laércio.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, é relevante verificar <strong>qual espaço político e administrativo os partidos da própria federação possuem efetivamente no segundo governo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso se confirme que PCdoB e PV não participam da estrutura política central da administração, surgirá uma contradição adicional: <strong>uma federação que existe eleitoralmente, mas que não se traduz necessariamente em compartilhamento do governo municipal</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa discussão importa porque ajuda a separar duas estruturas que frequentemente aparecem misturadas: o governo Laércio e o PT de João Monlevade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">De berço de lideranças a território disputado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Historicamente, o PT monlevadense teve uma característica muito diferente. O partido cresceu ligado ao movimento operário e ao sindicalismo metalúrgico. Desse ambiente saíram lideranças capazes de ultrapassar as fronteiras municipais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">João Paulo Pires de Vasconcelos chegou à Câmara dos Deputados e participou da Assembleia Nacional Constituinte. Leonardo Diniz, também ligado à trajetória sindical local, chegou à Prefeitura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, João Monlevade não era simplesmente um lugar onde lideranças estaduais e nacionais procuravam votos. <strong>A cidade produzia suas próprias lideranças.</strong> Essa diferença é central para compreender a perda de protagonismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, parlamentares e grupos políticos com bases eleitorais construídas em outras regiões disputam o eleitor monlevadense, enquanto o município não apresenta uma liderança petista própria com peso equivalente ao que João Paulo e Leonardo Diniz representaram em outros momentos. <strong>O problema, portanto, pode ser mais profundo do que uma derrota presidencial.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se da capacidade do PT local de continuar formando lideranças, organizar sua base social e construir representação política própria.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma coalizão que diluiu a identidade partidária?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ampla coalizão construída em torno de Laércio também merece análise. Para governar, o prefeito aproximou partidos e grupos de diferentes orientações políticas. Essa estratégia produziu resultado eleitoral: Laércio conquistou uma vitória expressiva em 2024. Entretanto, coalizões muito amplas também podem produzir outro efeito: <strong>a identidade do governo deixa de coincidir necessariamente com a identidade do partido do prefeito</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa hipótese ganha relevância diante do resultado de 2026. Se uma administração comandada por um prefeito petista incorpora lideranças, partidos e grupos que não possuem identificação política com o projeto nacional do PT, a capacidade do governo municipal de funcionar como instrumento de mobilização eleitoral para Lula naturalmente precisa ser questionada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse ponto que deve ser investigada a presença de lideranças identificadas com o bolsonarismo ou com a direita dentro da sustentação política e administrativa da Prefeitura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se essa presença for predominante nos principais espaços de decisão, haverá base concreta para uma conclusão mais forte: <strong>o PT manteve a Prefeitura, mas perdeu espaço político dentro do próprio governo que formalmente comanda</strong>. Essa hipótese, porém, precisa ser demonstrada pela composição da administração e das alianças municipais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">João Monlevade votou como Minas, não como a região</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado das urnas reforça o paradoxo.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><th>Território</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Lula</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Flávio Bolsonaro</th><th class="has-text-align-center" data-align="center">Vantagem</th></tr><tr><td>Médio Piracicaba</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>48,72%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">41,91%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +6,81 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Minas Gerais</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">43,33%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>48,24%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Flávio +4,91 p.p.</strong></td></tr><tr><td>João Monlevade</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">43,00%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>48,10%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Flávio +5,10 p.p.</strong></td></tr><tr><td>Itabira</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>45,78%</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">43,86%</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Lula +1,92 p.p.</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">João Monlevade praticamente reproduziu o comportamento eleitoral de Minas Gerais. Ao mesmo tempo, afastou-se do comportamento predominante no Médio Piracicaba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contradição é evidente: <strong>o município governado pelo PT votou mais parecido com Minas, onde Flávio venceu, do que com a própria região, onde Lula ganhou em 15 das 17 cidades</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Governo forte, partido enfraquecido?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Essa talvez seja a pergunta política mais importante deixada pelas urnas. Será que o Dr. Laércio permanece eleitoralmente forte ou essa força se revelou somente diante dos interesses da reeleição em 2024? Sendo a resposta a essa questão uma afirmativa pode-se concluir que a força eleitoral revelada nas eleições municipais não se coaduna com a força partidária, pois não são necessariamente a mesma coisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro turno de 2026 sugere que a liderança do prefeito não se converteu automaticamente em capacidade de mobilização para Lula. <strong>Ao mesmo tempo, a ausência de uma liderança petista local com projeção estadual ou federal contrasta com a história política do município.</strong> A questão que emerge, portanto, é mais complexa do que simplesmente medir quantos votos o PT possui.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>João Monlevade ainda tem um PT politicamente protagonista ou tem hoje um prefeito popular filiado ao PT, sustentado por uma coalizão muito mais ampla que o próprio partido?</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Das origens operárias ao desafio de reconstruir protagonismo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A derrota de Lula não permite, isoladamente, afirmar que o eleitorado rompeu definitivamente com o PT. Tampouco apaga a vitória expressiva de Laércio dois anos antes. Mas os dois resultados, quando colocados lado a lado, revelam uma transformação que merece ser discutida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PT que nasceu ligado ao movimento operário de João Monlevade conseguiu produzir lideranças, disputar projetos políticos e projetar representantes para além dos limites municipais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, a Prefeitura continua sob comando de um petista, mas a cidade depende cada vez mais de articulações com lideranças políticas cuja base principal está fora do município. Por isso, a questão deixada pelas urnas de 2026 ultrapassa Lula e Flávio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O PT de João Monlevade ainda consegue representar politicamente suas bases históricas, formar novas lideranças e construir um projeto próprio ou passou a depender de uma grande coalizão em torno do governo municipal, mesmo quando essa coalizão reúne forças distantes de sua origem política?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Responder a essa pergunta será fundamental para compreender não apenas a derrota de Lula em João Monlevade, mas também o futuro do partido em uma cidade que já ocupou posição de destaque na história política e sindical do Médio Piracicaba.</p>
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		<title>Acidente entre caminhonete e carreta deixa motorista morto na BR-381 em João Monlevade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elizeu Assis - Jornalista 0018323/MG]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2026 01:17:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BR-381]]></category>
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<h2 class="wp-block-heading">Colisão frontal ocorreu no km 355, no Corte de Pedra, e provocou interdição da rodovia e congestionamento que passou de 14 quilômetros nesta sexta-feira</h2>



<p class="wp-block-paragraph">JOÃO MONLEVADE (MG) — Um motorista morreu após uma colisão frontal entre uma caminhonete e uma carreta na manhã desta sexta-feira (2), na BR-381, em João Monlevade. O acidente ocorreu no km 355, na região conhecida como Corte de Pedra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as informações sobre a ocorrência, a caminhonete seguia no sentido Ipatinga. Enquanto isso, a carreta trafegava em direção a Belo Horizonte. Os dois veículos bateram de frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O motorista da caminhonete morreu no local. Já o condutor da carreta passou por avaliação das equipes de atendimento e não apresentava ferimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até a noite desta sexta-feira, as informações consultadas pelo O Fato não apontavam a divulgação oficial da identidade da vítima.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Acidente interrompeu o trânsito na BR-381</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da concessionária Nova 381.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, os bombeiros receberam, por volta das 7h, um chamado sobre um possível incêndio em veículo. Ao chegarem ao trecho, porém, encontraram o acidente envolvendo a caminhonete e a carreta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma equipe médica da Nova 381 também compareceu ao local e confirmou a morte do motorista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o impacto, a carreta ficou atravessada na rodovia. Além disso, o acidente provocou vazamento de óleo sobre a pista, o que aumentou o risco para os demais motoristas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, as equipes espalharam materiais absorventes e serragem sobre o pavimento durante o atendimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Congestionamento passou de 14 quilômetros</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante os trabalhos das equipes de emergência, perícia e remoção dos veículos, o trânsito ficou interrompido nos dois sentidos da BR-381.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como consequência, as filas cresceram rapidamente durante a manhã. Segundo atualização divulgada pela Rádio Itatiaia, o congestionamento ultrapassou <strong>14 quilômetros</strong>, considerando os dois sentidos da rodovia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do impacto para quem seguia pela BR-381, o acidente voltou a provocar transtornos em um dos principais corredores rodoviários de Minas Gerais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por volta das 10h20, a concessionária iniciou o processo de liberação da rodovia. Assim, a interdição e o longo congestionamento marcaram principalmente o trânsito da manhã desta sexta-feira.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perícia atuou no local</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Civil enviou a perícia para o trecho a fim de realizar os procedimentos necessários. Além disso, as autoridades acionaram o rabecão para remover o corpo. Após o trabalho dos peritos, os bombeiros fizeram os procedimentos para retirar a vítima da caminhonete. Até o momento, porém, as autoridades não informaram oficialmente o que provocou a colisão. Agora, os órgãos responsáveis deverão apurar as circunstâncias do acidente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Leia também</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BR-381 é totalmente interditada após acidente com morte entre João Monlevade e Bela Vista</strong><br><a href="https://ofato.news/br-381-interditada-acidente-joao-monlevade/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/br-381-interditada-acidente-joao-monlevade/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Motociclista fica ferido em colisão com caminhão na BR-381, em João Monlevade</strong><br><a href="https://ofato.news/acidente-br-381-joao-monlevade-motociclista-ferido/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/acidente-br-381-joao-monlevade-motociclista-ferido/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Radar nas Redes | 14 a 20 de setembro: acidente na BR-381, vagas de emprego e transporte dominam a semana em João Monlevade</strong><br><a href="https://ofato.news/radar-nas-redes-14-20-setembro-2026/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/radar-nas-redes-14-20-setembro-2026/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BR-381 em João Monlevade: trânsito, obras, acidentes, pedágio e últimas notícias</strong><br><a href="https://ofato.news/br-381-em-joao-monlevade/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/br-381-em-joao-monlevade/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Radar nas Redes | 20 de agosto: incêndio no Loanda, ataque ao Samu e transtornos na BR-381 mobilizam João Monlevade</strong><br><a href="https://ofato.news/radar-nas-redes-20-agosto-2026/?utm_source=chatgpt.com">https://ofato.news/radar-nas-redes-20-agosto-2026/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Eleições 2026: veja os 29 locais de votação e o que o eleitor de João Monlevade precisa saber</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elizeu Assis - Jornalista 0018323/MG]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 23:35:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Município terá 216 seções distribuídas por 29 locais; votação acontece neste domingo, das 8h às 17h, e eleitor deve conferir antecipadamente onde irá votar Atualizada em 4 de outubro de 2026 JOÃO MONLEVADE (MG) — Hoje é dia de votação. Os eleitores de João Monlevade vão às urnas neste domingo (4) para o primeiro turno [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Município terá 216 seções distribuídas por 29 locais; votação acontece neste domingo, das 8h às 17h, e eleitor deve conferir antecipadamente onde irá votar</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atualizada em 4 de outubro de 2026</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">JOÃO MONLEVADE (MG) — <strong>Hoje é dia de votação.</strong> Os eleitores de João Monlevade vão às urnas neste domingo (4) para o primeiro turno das Eleições 2026. A votação acontece das <strong>8h às 17h</strong>, pelo horário de Brasília. Além disso, o transporte coletivo municipal será gratuito das <strong>7h às 19h</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No município, a relação divulgada para a eleição reúne <strong>29 locais de votação e 216 seções eleitorais</strong>. Por isso, antes de sair de casa, o eleitor deve conferir onde irá votar, separar um documento oficial com foto e, se desejar, preparar uma colinha de papel com os números de seus candidatos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Hoje é dia de votação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quem vai votar em João Monlevade deve observar as principais informações antes de sair de casa:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Votação:</strong> das 8h às 17h<br><strong>Ônibus:</strong> gratuito das 7h às 19h<br><strong>Locais de votação:</strong> 29<br><strong>Seções eleitorais:</strong> 216<br><strong>Documento:</strong> oficial com foto<br><strong>Celular:</strong> pode ser levado até a seção, mas não entra na cabine</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo quem votou no mesmo endereço em eleições anteriores deve conferir seu local e sua seção. A consulta individual pode ser feita pelo e-Título ou pelos serviços oficiais da Justiça Eleitoral.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ônibus será gratuito das 7h às 19h</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O transporte coletivo urbano de João Monlevade será gratuito neste domingo entre <strong>7h e 19h</strong>. A medida abrange toda a operação do sistema municipal e busca facilitar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante esse período, a concessionária deverá manter uma frota compatível com a operação normal dos dias úteis. Além disso, poderá reforçar as linhas que registrarem maior demanda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gratuidade está prevista no Decreto Municipal nº 194/2026. Caso haja segundo turno, em 25 de outubro, a medida também será aplicada das 7h às 19h.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A oferta gratuita segue as regras estabelecidas para as Eleições 2026. A Justiça Eleitoral determina que o poder público assegure transporte coletivo gratuito nos dias de votação, com frequência compatível com a dos dias úteis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">João Monlevade tem 29 locais de votação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura eleitoral do município está distribuída por escolas, universidades, centros comunitários e outras instituições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os locais estão o Centro Educacional de João Monlevade, Colégio Kennedy, Colégio CESP, Escola Municipal Israel Pinheiro, Escola Estadual Antônio Papini, SENAI, Escola Estadual João XXIII, Escola Estadual Luiz Prisco de Braga, UEMG Baú e UEMG Santa Bárbara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, haverá votação no Cassino – Centro de Cultura em Memória da ArcelorMittal, Casa do Bem Viver, CREA, Faculdade Doctum, Fundação Crê-Ser e centros comunitários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, a relação contabiliza <strong>216 seções eleitorais</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A quantidade de seções, entretanto, varia entre os endereços. O Colégio Kennedy, por exemplo, aparece com 17 seções. Já o Centro Educacional de João Monlevade reúne 16.</p>



<h2 class="wp-block-heading">IFMG será local de votação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma mudança merece atenção neste domingo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prédio atualmente identificado como <strong>IFMG – Instituto Federal de Minas Gerais</strong>, na Avenida Getúlio Vargas, 4.982, em Carneirinhos, aparece como local de votação. A relação informa que o espaço corresponde à antiga Escola Estadual Dona Jenny Faria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse endereço funcionarão as seções <strong>15, 21, 22, 52, 53, 54, 97, 98, 165 e 271</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, eleitores que tradicionalmente associavam suas seções à antiga escola devem observar a identificação atual do local.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Confira os locais de votação</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cassino – Centro de Cultura em Memória da ArcelorMittal</strong> — Rua do Cassino, 53, Centro Industrial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CEMEI Louis Ensch</strong> — Rua São Domingos do Prata, 37, José Elói, Carneirinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Casa do Bem Viver</strong> — Rua Nova York, 428, Cruzeiro Celeste.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CEMEI do Bairro Boa Vista</strong> — Rua Faustino Taveira, s/n.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Centro Comunitário do Bairro Cruzeiro Celeste</strong> — Rua Nova York, 216.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Centro Comunitário do Bairro Serra do Egito</strong> — Rua Antônio José, s/n.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Centro Educacional de João Monlevade</strong> — Avenida Wilson Alvarenga, 830, Carneirinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Colégio Kennedy</strong> — Rua Paracatu, 115, Nossa Senhora da Conceição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Colégio CESP</strong> — Rua Progresso, 18, Alvorada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia</strong> — Rua Maria Antônia Cota, 91, JK.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escola Municipal Israel Pinheiro</strong> — Rua Trinta e Sete, 115, Vera Cruz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escola Estadual Antônio Loureiro Sobrinho</strong> — Rua Luiz Gonzaga, s/n, Santo Hipólito.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escola Estadual Antônio Papini</strong> — Rua Alberto Scharle, 568, Novo Horizonte.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>IFMG – Instituto Federal de Minas Gerais</strong> — Avenida Getúlio Vargas, 4.982, Carneirinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escola Estadual do Bairro Laranjeiras</strong> — Rua Wilson de Souza, s/n, Laranjeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SENAI</strong> — Rua Vinte e Três, 140, Areia Preta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escola Estadual João XXIII</strong> — Avenida Cândido Dias, 330, Loanda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escola Estadual Luiz Prisco de Braga</strong> — Rua Raposos, 97, Lourdes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escola Estadual Manoel Loureiro</strong> — Rua Nova York, s/n, Cruzeiro Celeste.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escola Estadual Rúmia Maluf</strong> — Praça Minas Gerais, 214, Satélite.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escola Municipal Cônego José Higino de Freitas</strong> — Rua Dom Bosco, 813, Aclimação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escola Municipal Monteiro Lobato</strong> — Rua Nova York, 1.397, Novo Cruzeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escola Municipal Professora Cicinha Moura Simon</strong> — Rua Mendes Pimentel, 101, Primeiro de Maio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escola Municipal Promorar</strong> — Rua Andes, 265, Promorar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Faculdade Doctum</strong> — Rua Dezesseis, 24, Vila Tanque.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fundação Crê-Ser – Tanquinho I</strong> — Rua Bahia, 112, Tanquinho I.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jacuí – Centro Comunitário</strong> — Rua Cristal, 894, Jacuí.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>UEMG Baú</strong> — Avenida Brasília, 1.304, Baú.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>UEMG Santa Bárbara</strong> — Avenida Getúlio Vargas, 6.550, Santa Bárbara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação também identifica seções com acessibilidade. Ainda assim, a recomendação é fazer a consulta individual antes de sair de casa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como confirmar onde votar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O eleitor pode consultar zona, seção e endereço pelo <strong>e-Título</strong> ou pelos serviços oficiais da Justiça Eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No aplicativo, basta acessar a informação sobre o local de votação. Outra alternativa é utilizar o Autoatendimento Eleitoral disponibilizado pelo TSE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, mesmo quem conhece o local utilizado em eleições anteriores deve fazer a conferência antes de se deslocar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Votação acontece das 8h às 17h</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As urnas abrem às <strong>8h</strong> e a votação termina às <strong>17h</strong>, conforme o horário oficial de Brasília.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem já estiver na fila no momento do encerramento poderá votar de acordo com os procedimentos adotados pela seção eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso seja necessário segundo turno para presidente ou governador, a nova votação ocorrerá em <strong>25 de outubro</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Título de eleitor não é obrigatório</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O eleitor <strong>não precisa levar o título eleitoral em papel</strong>. Entretanto, deverá apresentar um documento oficial que permita comprovar sua identidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os documentos aceitos estão RG, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), passaporte, certificado de reservista, carteira de trabalho física e carteira profissional reconhecida por lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, quem perdeu o título ainda pode votar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O e-Título também pode servir para identificação quando apresentar a fotografia do eleitor. Caso o aplicativo não exiba a foto, será necessário apresentar outro documento oficial com fotografia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Eleitor fará seis escolhas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A votação de 2026 exige atenção porque cada eleitor fará <strong>seis escolhas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiro vem o voto para deputado federal. Em seguida, o eleitor escolhe deputado estadual. Depois, aparecem os <strong>dois votos para senador</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência, o eleitor votará para governador e presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ordem será:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Deputado federal — 4 dígitos → Deputado estadual — 5 dígitos → Senador — 3 dígitos → Senador — 3 dígitos → Governador — 2 dígitos → Presidente — 2 dígitos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, uma colinha de papel pode facilitar a votação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pode levar a colinha?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. O eleitor pode anotar em papel os números dos candidatos escolhidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de reduzir o risco de esquecimento, a colinha ajuda a tornar a passagem pela urna mais rápida. Neste ano, ela ganha ainda mais utilidade porque haverá seis escolhas, incluindo dois votos para senador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, o celular não pode substituir a colinha dentro da cabine.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Celular fica fora da cabine</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O eleitor pode chegar à seção com o telefone celular e utilizá-lo, por exemplo, para consultar ou apresentar o e-Título.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de entrar na cabine, porém, deverá deixar o aparelho no local indicado pela mesa receptora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proibição também alcança outros equipamentos capazes de registrar ou transmitir informações. Dessa forma, a regra protege o sigilo do voto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de concluir a votação, o eleitor poderá recolher seus pertences.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Antes de sair de casa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A orientação para este domingo é simples: <strong>confira onde você vota antes de sair de casa</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">João Monlevade tem 29 locais e 216 seções na relação divulgada para as Eleições 2026. Além disso, o transporte coletivo será gratuito das 7h às 19h.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, vale conferir o endereço, separar o documento oficial com foto e preparar a colinha antecipadamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com essas providências, o eleitor reduz o risco de chegar ao endereço errado e pode organizar melhor o deslocamento até a seção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Que horas começa a votação?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Às <strong>8h</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Que horas termina?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Às <strong>17h</strong>. Quem estiver na fila no horário de encerramento seguirá os procedimentos da seção.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quantos locais de votação existem em João Monlevade?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A relação divulgada para o município reúne <strong>29 locais e 216 seções eleitorais</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O ônibus será gratuito?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. O transporte coletivo municipal será gratuito das <strong>7h às 19h</strong> neste domingo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Preciso levar o título?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não. O eleitor deve apresentar documento oficial com foto ou utilizar o e-Título nas condições previstas pela Justiça Eleitoral.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Posso votar com CNH?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. A CNH é aceita como documento de identificação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Onde descubro minha seção?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo e-Título ou pelos serviços oficiais de consulta da Justiça Eleitoral.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Posso levar celular?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, até a seção. Entretanto, o aparelho não pode entrar na cabine de votação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Posso levar os números dos candidatos anotados?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. A colinha de papel é permitida.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Qual é a ordem de votação?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Deputado federal, deputado estadual, senador, senador, governador e presidente.</p>
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