Capacitação será realizada nos dias 3 e 4 de agosto, com certificação da UFOP, e busca fortalecer a aplicação das leis que tornam obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena nas escolas municipais.
A rede municipal de ensino de João Monlevade dará mais um passo no fortalecimento da educação para as relações étnico-raciais. Nos dias 3 e 4 de agosto, cerca de 600 professores participarão de uma formação continuada promovida pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), pela Associação Monlevadense de Afrodescendentes (AMAD) e pela Secretaria Municipal de Educação. A iniciativa pretende fortalecer práticas pedagógicas voltadas à promoção da igualdade racial e ao enfrentamento do racismo no ambiente escolar.
Além da formação destinada ao conjunto dos docentes da rede municipal, a programação inclui uma oficina específica para aproximadamente 80 representantes das escolas, que atuarão como multiplicadores das ações desenvolvidas durante a capacitação em suas respectivas unidades de ensino. Todos os participantes receberão certificação oficial emitida pela UFOP.
A iniciativa integra a política educacional do município voltada ao cumprimento das Leis Federais nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tornaram obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena em todas as escolas da educação básica.
Formação reforça política permanente da rede municipal
A capacitação faz parte de um conjunto de ações permanentes desenvolvidas pela rede municipal para fortalecer a educação das relações étnico-raciais.
Nos últimos anos, João Monlevade ampliou atividades relacionadas à educação antirracista por meio de parcerias entre a Secretaria Municipal de Educação, universidades, instituições culturais e movimentos sociais.
Durante o mês da Consciência Negra, por exemplo, a rede municipal promoveu uma programação envolvendo palestras, rodas de conversa, visitas a comunidades quilombolas, apresentações culturais e atividades pedagógicas realizadas em diferentes escolas.
Entre as iniciativas estiveram o Diálogo sobre Cotas Raciais, com participação de representantes da UFOP e do Centro Universitário Doctum; a palestra “Alátunse – Resgatando a Memória Preta”, desenvolvida em parceria com a Fundação Casa de Cultura por meio do Projeto Baobá Zumbi; além de atividades conduzidas pela AMAD, como contação de histórias africanas e a exibição do curta-metragem “Me disseram que sou negra”.
As experiências reforçam o compromisso da rede municipal com a valorização da diversidade cultural, o enfrentamento do racismo e a construção de uma educação mais inclusiva.
Objetivo é fortalecer práticas pedagógicas
A formação prevista para agosto pretende oferecer aos professores instrumentos para trabalhar as relações étnico-raciais de forma permanente nas escolas, indo além das atividades concentradas em datas comemorativas.
Entre os temas previstos estão:
- aplicação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008;
- ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena;
- práticas pedagógicas voltadas à educação antirracista;
- utilização de materiais didáticos específicos;
- combate ao racismo e às diferentes formas de discriminação;
- construção de ambientes escolares mais inclusivos.
A expectativa é que os conhecimentos adquiridos durante a formação sejam incorporados ao planejamento pedagógico das unidades escolares ao longo de todo o ano letivo.
Formação terá certificação da UFOP
A participação da Universidade Federal de Ouro Preto reforça o caráter acadêmico da iniciativa.
Além da certificação oficial, professores e gestores terão acesso a conteúdos produzidos por pesquisadores que atuam nas áreas de educação, direitos humanos, relações étnico-raciais e políticas públicas.
A programação também busca aproximar a universidade da rede municipal de ensino, fortalecendo ações de extensão universitária e a formação continuada dos profissionais da educação.
Educação antirracista é dever previsto em lei
Desde a promulgação da Lei nº 10.639/2003 e da Lei nº 11.645/2008, todas as escolas brasileiras passaram a ter a responsabilidade de incluir em seus currículos conteúdos relacionados à História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena.
As duas legislações integram as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e estabelecem que esses conteúdos sejam trabalhados de forma transversal nas diferentes disciplinas da educação básica, e não apenas em datas comemorativas.
Especialistas apontam que a formação continuada dos professores é um dos principais instrumentos para garantir a efetiva implementação dessas políticas públicas nas escolas.
Próximos passos
Após a realização da formação, a Secretaria Municipal de Educação acompanhará a aplicação das práticas discutidas durante o curso nas unidades escolares, incentivando que os conteúdos sejam incorporados aos projetos pedagógicos e às atividades desenvolvidas ao longo do ano letivo.
A expectativa é que novas ações formativas sejam promovidas em parceria com a UFOP, a AMAD e outras instituições, ampliando o processo de formação continuada dos profissionais da educação e fortalecendo as políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no município.
A iniciativa também reforça a aproximação entre a universidade, a rede municipal de ensino e os movimentos sociais, consolidando uma atuação conjunta em favor da educação inclusiva, da valorização da diversidade cultural e da formação cidadã dos estudantes.
Em números
- 600 professores participarão da formação geral.
- 80 representantes escolares participarão da oficina específica.
- 2 dias de atividades formativas (3 e 4 de agosto).
- Certificação oficial emitida pela UFOP.
- 2 leis federais orientam o trabalho pedagógico: nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008.
Perguntas frequentes
Quem participará da formação?
Cerca de 600 professores da rede municipal de ensino de João Monlevade, além de aproximadamente 80 representantes das escolas, que atuarão como multiplicadores das ações desenvolvidas durante a capacitação.
Quem promove a formação?
A iniciativa é promovida pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), pela Associação Monlevadense de Afrodescendentes (AMAD) e pela Secretaria Municipal de Educação de João Monlevade.
A formação terá certificado?
Sim. Todos os participantes receberão certificação oficial emitida pela Universidade Federal de Ouro Preto.
Qual é o objetivo da iniciativa?
Fortalecer a aplicação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, qualificando os professores para desenvolver práticas pedagógicas voltadas à educação para as relações étnico-raciais e ao enfrentamento do racismo nas escolas.
A comunidade poderá participar?
A programação principal é destinada aos profissionais da rede municipal de ensino. Outras ações culturais e educativas poderão ser abertas ao público em iniciativas futuras.
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