João Monlevade terá passagem de ônibus mais cara a partir deste domingo

Passagem de ônibus em João Monlevade sobe para R$ 3,90
Tarifa convencional do transporte coletivo de João Monlevade passa de R$ 3,65 para R$ 3,90; no cartão, o valor sobe de R$ 3,45 para R$ 3,70.

Tarifa convencional sobe de R$ 3,65 para R$ 3,90, enquanto valor pago com cartão passa de R$ 3,45 para R$ 3,70; Tarifa Social permanece em R$ 1

JOÃO MONLEVADE (MG) – Os usuários do transporte coletivo de João Monlevade passarão a pagar mais pela passagem de ônibus a partir deste domingo, 3 de fevereiro. A Prefeitura autorizou o reajuste das tarifas cobradas pela Enscon Viação, empresa responsável pela operação do transporte coletivo urbano no município.

Com a mudança, a tarifa convencional paga em dinheiro passa de R$ 3,65 para R$ 3,90, aumento de aproximadamente 6,9%. Para os passageiros que utilizam o cartão, o valor sobe de R$ 3,45 para R$ 3,70, reajuste de cerca de 7,2%.

Por outro lado, a Tarifa Social permanece em R$ 1, sem alteração.

Conselho discutiu tarifa de R$ 4

Antes da definição dos novos valores, o Conselho Municipal de Transportes (CMT) se reuniu para analisar a situação tarifária do sistema.

Durante a discussão, chegou a ser apresentado o valor de R$ 4 para a passagem paga em dinheiro. Entretanto, a tarifa autorizada ficou estabelecida em R$ 3,90.

Segundo a justificativa apresentada pela Enscon, o reajuste seria necessário diante do aumento dos custos de operação do transporte coletivo. Entre os fatores apontados estavam as despesas com combustíveis, salários e outros componentes necessários à manutenção do serviço.

Quanto aumenta para quem utiliza ônibus todos os dias

Embora o acréscimo de R$ 0,25 por passagem possa parecer pequeno isoladamente, o impacto se acumula para quem depende diariamente do transporte coletivo.

Um trabalhador que faça duas viagens por dia durante 22 dias úteis, por exemplo, realiza aproximadamente 44 embarques mensais. Considerando a tarifa em dinheiro, o gasto passa de R$ 160,60 para R$ 171,60 por mês, diferença de R$ 11.

Para famílias com mais de uma pessoa utilizando regularmente o transporte público, portanto, o impacto mensal pode ser maior.

Tarifa Social permanece em R$ 1

Enquanto as tarifas convencional e do cartão aumentam, a manutenção da Tarifa Social em R$ 1 preserva uma alternativa de menor custo dentro do sistema.

A existência de diferentes valores também coloca em discussão uma questão central para a política municipal de mobilidade: quanto custa efetivamente transportar cada passageiro e quem deve financiar esse serviço?

Essa discussão se torna ainda mais importante porque o valor pago na catraca não representa, necessariamente, todo o custo da operação. Dependendo do modelo adotado pelo município, recursos públicos também podem participar do financiamento do sistema.

Reajuste reacende debate sobre qualidade

Além do preço, outro ponto precisa fazer parte da avaliação do transporte público: a qualidade do serviço oferecido aos passageiros.

O reajuste ocorre em um contexto no qual usuários apresentam reclamações relacionadas ao atendimento do transporte coletivo. Por isso, aumentos tarifários precisam ser acompanhados também pela fiscalização de indicadores como cumprimento dos horários, frequência das linhas, conservação dos veículos, cobertura dos bairros e capacidade de atendimento.

Assim, a discussão não se limita à pergunta sobre quanto custa a passagem. Também envolve qual serviço a população recebe em contrapartida pelo valor pago.

Debate sobre o modelo de financiamento

O aumento também reforça uma discussão que começa a ganhar espaço em diferentes municípios brasileiros: a dependência do sistema de transporte em relação à receita obtida diretamente com as passagens.

Nesse modelo, quando há redução no número de passageiros, a arrecadação diminui. Entretanto, diversos custos da operação permanecem. Consequentemente, surge pressão por reajustes, subsídios públicos ou reorganização do serviço.

É justamente nesse contexto que propostas como a Tarifa Zero entram no debate. Nesse sistema, o passageiro não paga diretamente pela viagem no momento do embarque, mas o transporte continua tendo custos que precisam ser financiados pelo poder público por meio de fontes previamente definidas.

Em João Monlevade, o debate sobre alternativas ao modelo tradicional de tarifação tende, portanto, a ganhar importância à medida que novos reajustes aumentam o peso da passagem no orçamento dos usuários.

Em números

IndicadorValor anteriorNovo valorReajuste
Tarifa em dinheiroR$ 3,65R$ 3,906,9%
Tarifa no cartãoR$ 3,45R$ 3,707,2%
Tarifa SocialR$ 1,00R$ 1,000%
Valor discutido no CMTR$ 4,00

Principais dúvidas

Quando começa a valer o aumento da passagem?
Os novos valores entram em vigor neste domingo, 3 de fevereiro.

Quanto passa a custar a passagem em dinheiro?
A tarifa sobe de R$ 3,65 para R$ 3,90.

Quanto custa a passagem utilizando o cartão?
O valor passa de R$ 3,45 para R$ 3,70.

A Tarifa Social também aumenta?
Não. Conforme as informações disponíveis para esta reportagem, ela permanece em R$ 1.

Por que a empresa pediu o reajuste?
A justificativa apresentada envolve o aumento dos custos da operação, incluindo combustíveis, salários e outras despesas.

O Conselho Municipal de Transportes discutiu outro valor?
Sim. Durante a discussão tarifária foi considerado o valor de R$ 4 para pagamento em dinheiro, mas a tarifa autorizada ficou em R$ 3,90.

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