<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de O Fato nas Eleições 2026 - O Fato News</title>
	<atom:link href="https://ofato.news/category/o-fato-nas-eleicoes-2026/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://ofato.news/category/o-fato-nas-eleicoes-2026/</link>
	<description>Notícias de João Monlevade e Médio Piracicaba</description>
	<lastBuildDate>Sun, 11 Oct 2026 01:27:23 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.7</generator>

<image>
	<url>https://ofato.news/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivo de O Fato nas Eleições 2026 - O Fato News</title>
	<link>https://ofato.news/category/o-fato-nas-eleicoes-2026/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Escala 6&#215;1: o que Lula e Flávio Bolsonaro defendem e o que pode mudar na sua vida em 2027?</title>
		<link>https://ofato.news/escala-6x1-lula-flavio-bolsonaro-eleicoes-2026/</link>
					<comments>https://ofato.news/escala-6x1-lula-flavio-bolsonaro-eleicoes-2026/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Elizeu Assis - Jornalista 0018323/MG]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Oct 2026 01:27:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[O Fato nas Eleições 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ofato.news/?p=4133</guid>

					<description><![CDATA[<p>SÉRIE ESPECIAL &#124; O FATO NAS ELEIÇÕES 2026 Lula defende trabalhar cinco dias, descansar dois e manter o salário. Flávio Bolsonaro apoia uma alternativa de contratos por hora, criticada como “escala 7&#215;0”. Mas o que essas diferenças significam para o trabalhador brasileiro? Caro leitor, imagine que você trabalhe no comércio de João Monlevade. Acorda cedo, [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://ofato.news/escala-6x1-lula-flavio-bolsonaro-eleicoes-2026/">Escala 6&#215;1: o que Lula e Flávio Bolsonaro defendem e o que pode mudar na sua vida em 2027?</a> aparece primeiro em <a href="https://ofato.news">O Fato News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">SÉRIE ESPECIAL | O FATO NAS ELEIÇÕES 2026</h2>



<h2 class="wp-block-heading">Lula defende trabalhar cinco dias, descansar dois e manter o salário. Flávio Bolsonaro apoia uma alternativa de contratos por hora, criticada como “escala 7&#215;0”. Mas o que essas diferenças significam para o trabalhador brasileiro?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Caro leitor, imagine que você trabalhe no comércio de João Monlevade. Acorda cedo, toma um café apressado, enfrenta o ônibus ou o trânsito e passa boa parte do dia no serviço. Quando chega em casa, já está cansado. Ainda assim, encontra roupa para lavar, contas para pagar e uma família que também precisa de sua atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No sábado, enquanto muita gente aproveita o fim de semana, você continua trabalhando. Finalmente chega o domingo. Mas, convenhamos, nem sempre um único dia é suficiente para descansar, cuidar da casa, visitar os parentes e preparar tudo para a segunda-feira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pois é justamente essa rotina que está em discussão no Congresso Nacional. A proposta de acabar com a escala 6&#215;1 pretende substituir os seis dias de trabalho e um de descanso por uma jornada de cinco dias de serviço e duas folgas semanais, sem reduzir o salário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Câmara dos Deputados já aprovou a mudança. Entretanto, a decisão ainda depende do Senado. E, como estamos em ano de eleição presidencial, a discussão também entrou na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De um lado, Lula defende reduzir a jornada máxima para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso e mantendo a remuneração. Do outro, Flávio Bolsonaro criticou a proposta governista e apoiou uma alternativa de contratos por hora, na qual o salário pode variar conforme a quantidade de horas contratadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que você, trabalhador, pode esperar de 2027 caso um ou outro seja eleito? Antes de responder, precisamos entender o que está sendo decidido.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Trabalhar seis dias e descansar apenas um: como funciona a regra atual?</h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="685" src="https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-6-1024x685.png" alt="" class="wp-image-4134" srcset="https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-6-1024x685.png 1024w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-6-300x201.png 300w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-6-768x514.png 768w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-6-1536x1028.png 1536w, https://ofato.news/wp-content/uploads/2026/10/image-6.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A Constituição brasileira estabelece que a jornada normal de trabalho não deve ultrapassar oito horas diárias e 44 horas semanais. Também assegura o repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que uma empresa pode organizar a jornada em seis dias de trabalho e um de descanso, desde que respeite os limites legais. É a conhecida escala 6&#215;1, muito comum em supermercados, farmácias, restaurantes, hotéis e estabelecimentos comerciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez você conheça essa realidade de perto. Quem trabalha seis dias por semana sabe que a folga passa depressa. Mal dá tempo de descansar, e já é preciso pensar no próximo expediente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, vale esclarecer uma questão: nem todo trabalhador brasileiro está na escala 6&#215;1. Muitas empresas já adotam cinco dias de trabalho e dois de descanso. A mudança constitucional pretende estabelecer uma nova garantia geral para os trabalhadores abrangidos, com regras de transição e possíveis disposições específicas para determinadas atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate, portanto, não é apenas sobre diminuir quatro horas de serviço. É sobre mudar a maneira como o tempo de trabalho e o tempo de descanso são distribuídos na vida das pessoas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que Lula defende: trabalhar menos e continuar recebendo o mesmo salário</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Lula defende a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois de descanso. A proposta também garante que a diminuição da carga horária não provoque corte salarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos colocar isso em números, caro leitor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine que você receba R$ 2 mil por mês e trabalhe 44 horas semanais, distribuídas em seis dias. Pela proposta apoiada por Lula, passaria a trabalhar no máximo 40 horas, em cinco dias, mantendo os mesmos R$ 2 mil mensais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São quatro horas a menos por semana. Em 52 semanas, essa diferença corresponde a aproximadamente 208 horas. Naturalmente, esse cálculo é ilustrativo e não desconta férias ou feriados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora pense no que poderia fazer com esse tempo. Talvez acompanhar mais de perto os estudos dos filhos, visitar seus pais, frequentar um curso ou simplesmente descansar. Afinal, o descanso não deveria ser tratado como um privilégio reservado a quem pode pagar por ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo Lula argumenta que o aumento da produtividade e as transformações tecnológicas permitem discutir uma jornada menor. A proposta parte do entendimento de que o desenvolvimento econômico também deve produzir melhorias na qualidade de vida dos trabalhadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, há um detalhe importante. A eleição de um presidente, por si só, não altera a Constituição. Mesmo que Lula vença, a redução da jornada dependerá da conclusão do processo legislativo e da entrada em vigor das novas regras.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que Flávio Bolsonaro defende: contratos por hora e remuneração proporcional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Flávio Bolsonaro criticou a proposta apoiada pelo governo Lula e manifestou apoio a uma alternativa apresentada por parlamentares de seu campo político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa alternativa prevê maior utilização de contratos por hora trabalhada. Nesse modelo, o pagamento pode variar de acordo com a quantidade de horas contratadas, diferentemente da garantia de preservação do salário mensal prevista na PEC aprovada pela Câmara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Voltemos ao exemplo dos R$ 2 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você recebe esse valor por uma jornada de 44 horas semanais e passa a trabalhar 40 horas, mantendo o mesmo valor por hora, sua remuneração proporcional seria de aproximadamente R$ 1.818 mensais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença seria de cerca de R$ 182 por mês. Ao longo de 12 meses, seriam aproximadamente R$ 2.184, sem considerar reflexos sobre décimo terceiro salário e outros direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atenção, leitor: isso é uma simulação matemática. Não significa que a proposta determine automaticamente essa redução para todos os trabalhadores. O exemplo mostra o que pode acontecer quando o pagamento depende diretamente da quantidade de horas contratadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os defensores do modelo afirmam que ele oferece maior liberdade para combinar jornadas e pode facilitar contratações. Já os críticos argumentam que essa modalidade pode trazer insegurança financeira, sobretudo para quem depende de um salário mensal previsível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há, portanto, uma diferença concreta entre as duas propostas. Uma estabelece a redução da jornada sem corte salarial. A outra permite contratos em que a remuneração acompanha as horas trabalhadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é essa diferença que merece atenção de quem precisa fazer o salário durar até o fim do mês.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que a proposta apoiada por Flávio Bolsonaro recebeu o nome de “escala 7&#215;0”?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Você provavelmente já ouviu falar da chamada escala 7&#215;0. A expressão começou a circular nas redes sociais e no debate político depois que parlamentares governistas passaram a criticar a PEC 12/2026, apoiada por integrantes da oposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os críticos argumentam que a proposta não estabelece a mesma garantia de duas folgas semanais e permite uma distribuição mais flexível dos dias trabalhados. Por isso, passaram a chamá-la de “PEC da Escala 7&#215;0”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nome é uma crítica política. Não significa que o texto determine expressamente sete dias consecutivos de trabalho sem descanso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aliados de Flávio Bolsonaro rejeitam essa interpretação. O senador Rogério Marinho (PL-RN), um dos principais defensores da alternativa, afirmou que a proposta não pretende eliminar o repouso semanal remunerado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Convém, portanto, separar duas questões. A primeira é o que está efetivamente escrito nas propostas. A segunda é como os adversários políticos interpretam suas possíveis consequências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PEC aprovada pela Câmara estabelece dois dias de descanso e manutenção salarial. Já a alternativa apoiada por Flávio não assegura essas mesmas condições gerais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o trabalhador, essa distinção é mais importante do que o nome dado à proposta nas redes sociais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Congresso já aprovou o fim da escala 6&#215;1?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na Câmara dos Deputados, sim. Em 27 de maio de 2026, os deputados aprovaram a proposta em dois turnos. Na primeira votação, foram 472 votos favoráveis e 22 contrários. Na segunda, o placar foi de 461 a 19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PEC 221/2019 tem como primeiro autor o deputado mineiro Reginaldo Lopes (PT-MG). Também foi analisada em conjunto com a proposta da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que defendia uma jornada de 36 horas semanais. Após negociações, prevaleceu o texto de 40 horas, cinco dias de trabalho e dois de descanso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não guarde ainda a carteira de trabalho para comemorar a segunda folga, caro leitor. A Constituição não muda apenas porque a Câmara aprovou uma proposta. O Senado também precisa votar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto estabelece uma transição gradual, que começa com a redução da jornada máxima para 42 horas semanais e chega posteriormente às 40 horas. Os dois dias de descanso remunerado também estão previstos nessa transição, sem redução salarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a emenda não for promulgada e as novas regras não entrarem em vigor, a legislação atual continua valendo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E as empresas? O comércio vai precisar fechar aos sábados?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez você esteja pensando no supermercado do bairro, na padaria da esquina ou naquela farmácia que funciona até tarde. Se todos tiverem direito a duas folgas, quem vai atender aos clientes?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta é que o fim da escala 6&#215;1 não obriga o comércio a fechar aos sábados ou domingos. O que muda é a organização do trabalho de cada empregado. As empresas poderão manter suas atividades por meio de equipes e turnos, respeitando os limites legais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naturalmente, isso poderá exigir adaptações. Um supermercado que funciona todos os dias talvez precise reorganizar funcionários ou contratar mais pessoas. Uma pequena loja poderá enfrentar dificuldades maiores para distribuir os horários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse ponto que aparecem as críticas de empresários e parlamentares contrários à redução obrigatória. Eles argumentam que o aumento do custo por hora trabalhada pode pressionar preços, reduzir margens de lucro e dificultar contratações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os defensores da mudança respondem que trabalhadores mais descansados podem produzir melhor, adoecer menos e permanecer mais tempo no emprego. Também sustentam que a reorganização das escalas pode gerar novas vagas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem está certo sobre os efeitos econômicos? Não existe uma resposta única para todos os setores. Uma grande indústria, uma farmácia e uma pequena mercearia enfrentam realidades diferentes. Os resultados dependerão da produtividade, dos custos e da capacidade de adaptação de cada atividade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E em João Monlevade e no Médio Piracicaba, o que poderá mudar?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui, caro leitor, a discussão deixa Brasília e chega às ruas de João Monlevade, Itabira, São Gonçalo do Rio Abaixo, Rio Piracicaba e demais municípios da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pense no trabalhador que sai cedo de casa para cumprir seu turno. Pense na funcionária de supermercado que passa o sábado inteiro atendendo clientes. Pense também na mãe que precisa conciliar o emprego, os filhos e as tarefas domésticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para essas pessoas, uma segunda folga pode representar mais do que algumas horas livres. Pode significar acompanhar uma reunião escolar, visitar familiares, frequentar um curso ou descansar sem a preocupação de voltar ao trabalho na manhã seguinte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A região conhece bem as discussões sobre direitos trabalhistas. João Monlevade, por exemplo, carrega a memória das mobilizações operárias que marcaram sua história, entre elas a Greve de 1986, que completa 40 anos em 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naturalmente, a realidade de hoje é diferente daquela enfrentada pelos metalúrgicos há quatro décadas. Entretanto, a discussão sobre salários, jornadas e condições de trabalho continua presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E há outra questão importante. Se a redução da jornada ocorrer sem diminuição salarial, o trabalhador poderá ganhar tempo livre preservando sua renda. Já nos contratos em que a remuneração acompanha as horas trabalhadas, será necessário observar com atenção quanto dinheiro continuará chegando ao fim do mês.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que você pode esperar de 2027 se Lula for eleito?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Chegamos, finalmente, à pergunta que dá sentido a esta reportagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se Lula vencer a eleição presidencial, a continuidade da defesa da jornada de 40 horas, com duas folgas e sem redução salarial, estará de acordo com as posições que seu governo apresentou ao Congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa, porém, que a vitória eleitoral garantirá automaticamente a mudança. O Senado ainda precisa concluir a votação. Além disso, mesmo que a PEC seja promulgada, haverá um período de transição antes da aplicação integral das novas regras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o trabalhador poderá esperar a continuidade dessa orientação política, mas a efetivação do direito dependerá das decisões do Congresso e do cumprimento da legislação aprovada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E o que você pode esperar se Flávio Bolsonaro for eleito?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se Flávio Bolsonaro vencer, a alternativa de contratos por hora poderá ganhar espaço na agenda trabalhista do governo, considerando as propostas que ele e seus aliados apoiaram durante a campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse modelo, a quantidade de horas contratadas ganha importância direta na definição da remuneração. Para alguns trabalhadores, isso poderá representar oportunidades de jornadas diferentes. Para outros, poderá significar maior incerteza sobre a renda mensal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, seria incorreto afirmar que uma eventual vitória de Flávio provocará automaticamente redução de salários ou eliminará as folgas. Essas consequências dependeriam das leis efetivamente aprovadas e das condições de cada contrato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda um ponto que merece atenção. Embora Flávio tenha criticado a PEC apoiada por Lula, o senador mineiro Cleitinho declarou, em outubro, que recebeu dele o compromisso de votar a favor do fim da escala 6&#215;1. Assim, a votação nominal no Senado será uma oportunidade concreta para verificar sua posição sobre o texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre as propostas continua relevante: uma garante a redução da jornada sem perda salarial; a outra permite modalidades de contratação com remuneração proporcional.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o Senado vai decidir?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A próxima etapa já tem data prevista. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), incluiu a PEC 221/2019 na pauta de quarta-feira, 14 de outubro, para votação em primeiro turno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ser aprovada, a proposta precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. Depois, deverá passar por uma segunda votação, também exigindo 49 votos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o Senado aprovar o mesmo texto da Câmara, a emenda poderá ser promulgada. Caso faça alterações substanciais, a matéria poderá retornar aos deputados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a decisão ainda está nas mãos do Congresso. E, enquanto ela não for concluída, a escala 6&#215;1 continua permitida.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Afinal, caro leitor, quanto vale um dia a mais da sua vida?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez você tenha chegado até aqui esperando uma resposta definitiva sobre o que acontecerá em 2027. A verdade é que nenhuma eleição, isoladamente, resolve todas as questões do mundo do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas as propostas dos candidatos permitem conhecer as prioridades que apresentam ao país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula defende reduzir a jornada, garantir duas folgas e preservar o salário. Flávio Bolsonaro apoia uma alternativa de contratação por horas, com remuneração proporcional, embora seu posicionamento sobre o voto na PEC das 40 horas ainda deva ser acompanhado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E você, que trabalha seis dias por semana, conhece bem o valor de uma folga. Sabe quanto custa uma passagem de ônibus, quanto pesa uma conta atrasada e como o domingo parece curto quando a segunda-feira já está chegando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, antes de avaliar as promessas, vale perguntar aos candidatos como pretendem garantir o descanso, proteger a renda e manter os empregos. Afinal, uma proposta escrita no papel só muda a vida das pessoas quando se transforma em direito efetivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão sobre a escala 6&#215;1 não trata apenas de quatro horas a menos de trabalho. Trata do salário que sustenta a casa, do tempo dedicado à família e das condições em que milhões de brasileiros constroem sua vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez esteja aí a pergunta mais importante desta eleição: <strong>quanto do seu tempo deve ser dedicado ao trabalho e quanto deve continuar pertencendo a você?</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Leia também | O Fato News</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Greve de 1986 em João Monlevade: 40 anos da luta dos trabalhadores <a href="https://ofato.news/greve-de-1986-em-joao-monlevade/">https://ofato.news/greve-de-1986-em-joao-monlevade/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade: uma história de luta que atravessou a ditadura <a href="https://ofato.news/especial-40-anos-da-greve-de-1986-sindicato-dos-metalurgicos-de-joao-monlevade-uma-historia-de-luta-que-atravessou-a-ditadura-e-ajudou-a-reconstruir-a-democracia/">https://ofato.news/especial-40-anos-da-greve-de-1986-sindicato-dos-metalurgicos-de-joao-monlevade-uma-historia-de-luta-que-atravessou-a-ditadura-e-ajudou-a-reconstruir-a-democracia/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sindmon-Metal completa 75 anos e relembra a Greve de 1986 <a href="https://ofato.news/75-anos-sindmon-metal-joao-monlevade/">https://ofato.news/75-anos-sindmon-metal-joao-monlevade/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Greve de 1986: impasse entre trabalhadores e Belgo-Mineira chega à Justiça do Trabalho <a href="https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-dia-09-impasse-trt/">https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-dia-09-impasse-trt/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Série especial: a cronologia dos 23 dias da Greve de 1986 em João Monlevade <a href="https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-40-anos/">https://ofato.news/greve-1986-joao-monlevade-40-anos/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O conteúdo <a href="https://ofato.news/escala-6x1-lula-flavio-bolsonaro-eleicoes-2026/">Escala 6&#215;1: o que Lula e Flávio Bolsonaro defendem e o que pode mudar na sua vida em 2027?</a> aparece primeiro em <a href="https://ofato.news">O Fato News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ofato.news/escala-6x1-lula-flavio-bolsonaro-eleicoes-2026/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
